I- NOTÍCIAS
1- Brasil terá que dobrar capacidade de produção de energia em 15 anos
O Brasil tem o desafio de dobrar a capacidade de produção de energia nos próximos 15 anos, disse o secretário executivo do ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann. Segundo ele, o governo não pretende mudar regras de um modelo energético que é tido como bem-sucedido ao antecipar as renovações de concessões do setor elétrico.
“Logo que foram anunciadas as medidas começou a haver expectativa de que estaria mudando as regras e, na verdade, não tem esse processo. Um país como o Brasil não pode se dar ao luxo de mudar regras que estão dando certo. O Brasil é o país que mais atrai investimentos para o setor elétrico”, disse ao participar do Colóquio Infraestrutura para o Desenvolvimento, do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Durante a reunião do CDES, Zimmermann leu uma mensagem do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em que ele cita as concessões. No texto, Lobão diz que a União está disposta a indenizar os ativos investidos, ainda não amortizados, às empresas que não querem renovar.
“O concessionário é livre para escolher se quer prorrogar ou esperar o término [do contrato de concessão] e reverter assim o bem para a União. Se licitar e alguém não quiser renovar, como a Cemig [Companhia Energética de Minas Gerais], em 2015, quando cessar a concessão, o bem reverte pra União que pode licitar”, registrou o ministro no na mensagem.
Empresas concessionárias de 14 usinas geradoras de energia elétrica não pediram a prorrogação de suas concessões, entre elas a Cemig. A manifestação ou não de interesse faz parte do cronograma de trabalhos para redução tarifária, proposta pelo governo, como prevê a Medida Provisória (MP) 579.
O presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), Paulo Godoy, também participou das discussões e lembrou que o barateamento da energia elétrica é condição fundamental para o aumento da competitividade. “O setor elétrico vive um momento importante de conseguir trazer o custo da energia a patamares de manter a competitividade ao mesmo tempo com combinação de fatores que permita estimular o investimento também no setor elétrico”, disse.
O Brasil tem o desafio de dobrar a capacidade de produção de energia nos próximos 15 anos, disse nesta quinta-feira (18) o secretário executivo do ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann. Segundo ele, o governo não pretende mudar regras de um modelo energético que é tido como bem-sucedido ao antecipar as renovações de concessões do setor elétrico.
“Logo que foram anunciadas as medidas começou a haver expectativa de que estaria mudando as regras e, na verdade, não tem esse processo. Um país como o Brasil não pode se dar ao luxo de mudar regras que estão dando certo. O Brasil é o país que mais atrai investimentos para o setor elétrico”, disse ao participar do Colóquio Infraestrutura para o Desenvolvimento, do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Durante a reunião do CDES, Zimmermann leu uma mensagem do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em que ele cita as concessões. No texto, Lobão diz que a União está disposta a indenizar os ativos investidos, ainda não amortizados, às empresas que não querem renovar.
“O concessionário é livre para escolher se quer prorrogar ou esperar o término [do contrato de concessão] e reverter assim o bem para a União. Se licitar e alguém não quiser renovar, como a Cemig [Companhia Energética de Minas Gerais], em 2015, quando cessar a concessão, o bem reverte pra União que pode licitar”, registrou o ministro no na mensagem.
Empresas concessionárias de 14 usinas geradoras de energia elétrica não pediram a prorrogação de suas concessões, entre elas a Cemig. A manifestação ou não de interesse faz parte do cronograma de trabalhos para redução tarifária, proposta pelo governo, como prevê a Medida Provisória (MP) 579.
O presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), Paulo Godoy, também participou das discussões e lembrou que o barateamento da energia elétrica é condição fundamental para o aumento da competitividade. “O setor elétrico vive um momento importante de conseguir trazer o custo da energia a patamares de manter a competitividade ao mesmo tempo com combinação de fatores que permita estimular o investimento também no setor elétrico”, disse.
Fonte: Agência Brasil
2- Petrobras apresenta etapas do Programa de Otimização de Custos
A Petrobras anunciou que a implementação do Programa de Otimização de Custos Operacionais (Procop), um dos programas estruturantes do Plano de Negócios e Gestão 2012-2016, será dividida em três fases - com inicio em junho deste ano, e conclusão em dezembro de 2013. A intenção da estatal é cortar custos e economizar até US$ 15 bi por ano.
A presidente da companhia, Graça Foster, apresentou o programa para todos os diretores e presidentes da Transpetro, Sergio Machado, da Petrobras Distribuidora, Jose Lima de Andrade Netto, e da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto. Ela explicou que as ações do Procop visam alcançar três objetivos principais: no plano financeiro, aumentar a geração de caixa no horizonte do PNG 2012-2016; no plano operacional, aumentar a produtividade de suas atividades a partir de benchmarks internos e externos; e no plano organizacional, reforçar modelo de gestão voltado para a eficiência em custos.
A primeira fase do estudo identificou gastos gerenciáveis de R$ 63 bilhões, de um total de R$ 199 bilhões que constituem a base de custos do produto vendido e despesas operacionais da companhia em 2011. Ela foi concluída em agosto, e teve como objetivo “formar uma visão preliminar das áreas de foco e o potencial de otimização”. A segunda fase está em andamento e as oportunidades de otimização de custos de cada macro processo operacional estão sendo detalhadas e quantificadas, com o objetivo de confirmar o potencial qualificado e quantificado na fase inicial. A expectativa é que a segunda fase termine em novembro de 2012.
Já a terceira fase deve ser concluída em dezembro e visa consolidar o plano de implementação, uma vez que terá o potencial confirmado e traduzido em metas claras. As metas do Procop devem ser divulgadas em dezembro deste ano, e a implementação das iniciativas identificadas, em janeiro de 2013.
A parcela identificada pela petrolífera exclui os custos de compra de matéria-prima e derivados, participações governamentais e despesas de depreciação, depleção (esgotamento natural dos poços) e amortização. A base de gastos gerenciáveis de R$ 63 bilhões foi mapeada em mais de 20 processos, divididos nos grupos operacional, de gestão e suporte.
O grupo operacional representa 87% dos gastos gerenciáveis e diz respeito a processos de produção de petróleo e gás natural, refino, logística de petróleo e derivados, logística de gás natural, geração de energia elétrica, produção de fertilizantes e comercialização. O grupo de gestão fica com 6% e é relativo aos processos da área corporativa de gestão, enquanto o grupo de suporte representa 7% e diz respeito aos processos de suporte às operações.
Como resultado das análises realizadas, foram identificadas 28 oportunidades de otimização com potencial de redução de custos relevante ao longo dos próximos anos. Essas oportunidades se basearam em comparações entre o desempenho de cada ativo com outros similares e mais eficientes atualmente em operação na empresa e/ou na indústria.
A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (18) que a implementação do Programa de Otimização de Custos Operacionais (Procop), um dos programas estruturantes do Plano de Negócios e Gestão 2012-2016, será dividida em três fases - com inicio em junho deste ano, e conclusão em dezembro de 2013. A intenção da estatal é cortar custos e economizar até US$ 15 bilhões por ano.
A presidente da companhia, Graça Foster, apresentou o programa para todos os diretores e presidentes da Transpetro, Sergio Machado, da Petrobras Distribuidora, Jose Lima de Andrade Netto, e da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto. Ela explicou que as ações do Procop visam alcançar três objetivos principais: no plano financeiro, aumentar a geração de caixa no horizonte do PNG 2012-2016; no plano operacional, aumentar a produtividade de suas atividades a partir de benchmarks internos e externos; e no plano organizacional, reforçar modelo de gestão voltado para a eficiência em custos.
A primeira fase do estudo identificou gastos gerenciáveis de R$ 63 bilhões, de um total de R$ 199 bilhões que constituem a base de custos do produto vendido e despesas operacionais da companhia em 2011. Ela foi concluída em agosto, e teve como objetivo “formar uma visão preliminar das áreas de foco e o potencial de otimização”. A segunda fase está em andamento e as oportunidades de otimização de custos de cada macro processo operacional estão sendo detalhadas e quantificadas, com o objetivo de confirmar o potencial qualificado e quantificado na fase inicial. A expectativa é que a segunda fase termine em novembro de 2012.
Já a terceira fase deve ser concluída em dezembro e visa consolidar o plano de implementação, uma vez que terá o potencial confirmado e traduzido em metas claras. As metas do Procop devem ser divulgadas em dezembro deste ano, e a implementação das iniciativas identificadas, em janeiro de 2013.
A parcela identificada pela petrolífera exclui os custos de compra de matéria-prima e derivados, participações governamentais e despesas de depreciação, depleção (esgotamento natural dos poços) e amortização. A base de gastos gerenciáveis de R$ 63 bilhões foi mapeada em mais de 20 processos, divididos nos grupos operacional, de gestão e suporte.
O grupo operacional representa 87% dos gastos gerenciáveis e diz respeito a processos de produção de petróleo e gás natural, refino, logística de petróleo e derivados, logística de gás natural, geração de energia elétrica, produção de fertilizantes e comercialização. O grupo de gestão fica com 6% e é relativo aos processos da área corporativa de gestão, enquanto o grupo de suporte representa 7% e diz respeito aos processos de suporte às operações.
Como resultado das análises realizadas, foram identificadas 28 oportunidades de otimização com potencial de redução de custos relevante ao longo dos próximos anos. Essas oportunidades se basearam em comparações entre o desempenho de cada ativo com outros similares e mais eficientes atualmente em operação na empresa e/ou na indústria.
Fonte: Redação
3- Niplan constrói estaleiro na Bahia
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| Projeto do Niplan Offshore Aratu Bahia |
A Niplan Engenharia, especializada em montagem e manutenção, informou durante a Santos Offshore 2012, que está construindo um estaleiro para construção de módulos e plataformas e apoio offshore, o Niplan Offshore Aratu Bahia. Atualmente o projeto se encontra em fase de licenciamento ambiental e estará totalmente operacional no primeiro trimestre de 2014.
"Com investimento de mais de R$100 milhões e área total aproximada de 100.000 m², o estaleiro poderá fabricar simultaneamente dependendo do tipo e dimensão, até 16 módulos e dar apoio a cerca de 10 embarcações", afirma o CEO da empresa, Paulo Nishimura.
O empreendimento ficará localizado a aproximadamente 25 km da sede da coligada Niplan Nordeste Engenharia, empresa responsável pelos projetos da Niplan nas regiões Norte e Nordeste.
A sede da Niplan fica em São Paulo, mas a companhia recentemente inaugurou um escritório comercial no Rio de Janeiro, para atender principalmente os clientes no estado fluminense, como Vale, Petrobras, Odebrecht, Promon, Queiroz Galvão, dentre outras.
Em agosto deste ano, o grupo espanhol Essentium comprou 50% da Niplan Engenharia. As duas empresas planejam entrar nos segmentos de mineração, siderurgia e, principalmente, óleo e gás, com especial interesse de atuar na exploração do pré-sal.
Projetos
Segundo Paulo Nishimura, atualmente, para o setor, a Niplan está com três contratos com a Refinaria de Paulínia (Replan); está finalizando um consórcio com a Engevix na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, para uma Unidade de Reforma Catalítica (URC); e diversos outros contratos com a Petrobras, através da unidade da empresa na Bahia.
"Além disso, terminamos recentemente a reforma do Alto-Forno 1 da Arcellor Mittal, o maior alto-forno das Américas; e ao mesmo tempo no Complexo de Tubarão, em Vitória (ES), entregando em dezembro deste ano a oitava usina de pelotização da Vale e em janeiro de 2014, a nova usina de pelotização da Samarco, que está sendo construída em Ponta de Ubu", indicou o CEO da Niplan. A empresa é a maior contratante da cidade de Vitória nos últimos meses.
A Niplan Engenharia, especializada em montagem e manutenção, informou na quarta-feira (17) durante a Santos Offshore 2012, que está construindo um estaleiro para produção de módulos e plataformas de apoio offshore, o Niplan Offshore Aratu Bahia. Atualmente o projeto se encontra em fase de licenciamento ambiental e estará totalmente operacional no primeiro trimestre de 2014.
"Com investimento de mais de R$100 milhões e área total aproximada de 100.000 m², o estaleiro poderá fabricar simultaneamente dependendo do tipo e dimensão, até 16 módulos e dar apoio a cerca de 10 embarcações", afirma o CEO da empresa, Paulo Nishimura.
O empreendimento ficará localizado a aproximadamente 25 km da sede da coligada Niplan Nordeste Engenharia, empresa responsável pelos projetos da Niplan nas regiões Norte e Nordeste.
A sede da Niplan fica em São Paulo, mas a companhia recentemente inaugurou um escritório comercial no Rio de Janeiro, para atender principalmente os clientes no estado fluminense, como Vale, Petrobras, Odebrecht, Promon, Queiroz Galvão, dentre outras.
Em agosto deste ano, o grupo espanhol Essentium comprou 50% da Niplan Engenharia. As duas empresas planejam entrar nos segmentos de mineração, siderurgia e, principalmente, óleo e gás, com especial interesse de atuar na exploração do pré-sal.
Projetos
Segundo Paulo Nishimura, atualmente, para o setor, a Niplan está com três contratos com a Refinaria de Paulínia (Replan); está finalizando um consórcio com a Engevix na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, para uma Unidade de Reforma Catalítica (URC); e diversos outros contratos com a Petrobras, através da unidade da empresa na Bahia.
"Além disso, terminamos recentemente a reforma do Alto-Forno 1 da Arcellor Mittal, o maior alto-forno das Américas; e ao mesmo tempo no Complexo de Tubarão, em Vitória (ES), entregando em dezembro deste ano a oitava usina de pelotização da Vale e em janeiro de 2014, a nova usina de pelotização da Samarco, que está sendo construída em Ponta de Ubu", indicou o CEO da Niplan. A empresa é a maior contratante da cidade de Vitória nos últimos meses.
Fonte: Redação TN Petróleo
Autor: Maria Fernanda Romero
4- Lucro da Schlumberger cresce 9,5% no trimestre
O lucro da Schulumberger aumentou 9,5% no terceiro trimestre, impulsionado pelo crescimento nas receitas internacionais.
O faturamento da companhia, a maior fornecedora de serviços para poços de petróleo do mundo, teve forte expansão nos últimos trimestres, na esteira do aquecimento da atividade em áreas como as águas profundas do Golfo do México e das vastas formações de óleo de xisto nos Estados Unidos.
Mas a empresa já havia alertado que os preços para seus serviços de pressão e bombeamento na América do Norte continuam a se enfraquecer, à medida que as sondas de perfuração se direcionam dos campos de gás natural para a exploração de petróleo.
A Schlumberger registrou lucro de US$ 1,42 bilhão, ou US$ 1,07 por ação, contra US$ 0,96 um ano antes. Excluindo os encargos e créditos, o lucro ajustado das operações continuadas aumentou de US$ 0,96 para US$ 1,08. A receita líquida subiu 11%, para US$ 10,6 bilhões.
Analistas consultados pela "Reuters" previam ganhos de US$ 1,06 por ação, com receitas de US$ 10,7 bilhões.
O faturamento com serviços para poços de petróleo na América do Norte, a região que representa a maior parte da receita total, caiu 2,3% em relação ao segundo trimestre, para US$ 3,29 bilhões.
Na região que reúne Europa, o Commonwealth e a Africa, as receitas subiram 2,1% na comparação trimestral. O Oriente Médio apresentou crescimento de 6,9%, enquanto a América Latina teve leve aumento de 0,2%.
As ações fecharam a quinta-feira em US$ 74,80 e ficaram estáveis nas negociações pré-mercado. No acumulado do ano, os papéis sobem 9,5%.
Fonte: Valor Econômico
5- Comissão Europeia quer estimular biocombustíveis feitos de resíduos
Em 2009, a Comissão Europeia impôs aos países-membros da União Europeia (UE) a meta de chegar a 10% de energias renováveis no setor dos transportes até 2020. A medida tinha dois objetivos: reduzir a dependência dos caros combustíveis fósseis e também a emissão de gases do efeito estufa.
Essa meta continua valendo, mas com uma alteração: os incentivos não serão mais dados ao biocombustível obtido de grãos, mas de resíduos. A Comissão reage, assim, à frequente crítica de ambientalistas de que a produção de biocombustíveis está concorrendo com a produção de alimentos.
Nos últimos anos, os preços de alguns alimentos subiram de forma acentuada em todo o mundo, o que vem sendo atribuído, ao menos em parte, ao crescente uso de biocombustíveis. E, em alguns países em desenvolvimento e emergentes, florestas estão sendo derrubadas para se obter novas áreas agrícolas, destinadas ao cultivo de alimentos, pois os espaços existentes estão sendo ocupados com a produção de combustíveis.
Alguns países se especializaram na produção de plantas usadas na fabricação de biocombustíveis para a Europa e os Estados Unidos e estão ganhando muito dinheiro com isso.
A luta por recursos
Os comissários europeus Günther Oettinger (Energia) e Connie Hedegaard (Proteção Climática) consideram que o modelo adotado hoje pela UE não é sustentável. "Nós reagimos [à atual situação] e propomos que a parcela de biocombustíveis obtida de grãos - trigo, colza, milho e outros - seja congelada no atual nível de cerca de 5%", diz Oettinger.
A Comissão classifica esses biocombustíveis como sendo de primeira geração. Os de segunda e terceira geração são os provenientes de resíduos, palha e algas - a cota destes deve aumentar.
Durante a apresentação da proposta, nesta quarta-feira (17/10) em Bruxelas, Hedegaard colocou a seguinte questão: "Queremos usar os limitados alimentos que temos na produção de combustível ou devemos lidar com eles de maneira cautelosa e usar outros materiais para produzir o combustível alternativo de que precisamos?"
Regulação
Os dois comissários reforçam que não se trata de destruir postos de trabalho ou investimentos feitos nos combustíveis de primeira geração. Nenhuma empresa será fechada, destacaram. Mas as subvenções nessa área vão encolher aos poucos, de modo que os investidores sejam estimulados a reorientar a aplicação de recursos.
Oettinger considera que é impossível agradar a todos: aqueles que cultivam plantas usadas na produção de energia quererem manter o atual sistema de subvenções, já organizações ambientais e de ajuda humanitária querem mudar o sistema radicalmente e logo.
Para Oettinger, a comissão optou por um meio termo, dando aos investidores segurança para planejar, novos incentivos econômicos e tempo.
De fato, a Comissão também fez concessões à indústria de biocombustíveis, na medida em que esta pode continuar classificando o uso da soja e do óleo de canola como ecológicos. Estudos mostram que a liberação de CO2 pelos combustíveis feitos a partir dessas duas matérias-primas é bem maior do que no caso de cereais e cana-de-açúcar.
As propostas da Comissão Europeia não são leis, mas apenas sugestões. Os Estados membros e o Parlamento Europeu ainda precisam aprová-las.
Alexandre Schossler
Fonte: DW
II – COMENTÁRIOS
1- São Paulo se prepara para ampliar sua participação em OIL & GAS
Com os investimentos previstos para São Paulo e a região da Bacia de Santos, o Estado pretende aumentar sua participação em petróleo e gás com o início da exploração e produção na região, afirmou Ubirajara Sampaio de Campos, subsecretário de petróleo e gás da Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, durante painel na Santos Offshore 2012.
Os investimentos previstos em petróleo e gás no Estado de São Paulo até 2025 estão estimados em US$78 milhões, com foco em exploração e produção (E&P). Além disso, segundo o último plano de negócios da Petrobras, a estatal vai investir US$9,2 bilhões em E&P na região. Análises indicam que a maior parte dos investimentos no litoral serão direcionados a Baixada Santista e o Litoral Norte.
De acordo com o subsecretário, São Paulo já fornece boa parte dos bens e serviços da indústria de óleo e gás, mas agora passa a ter uma perspectiva de ter uma atividade de E&P que até então estava muito concentrada no Rio de Janeiro.
"Estamos aprendendo, interagindo com a indústria nacional e nos organizando para tentar dar fluidez e fazer com que essas oportunidades se materializem na indústria de São Paulo, para que possamos ampliar nosso setor produtivo e o envolvimento nessa cadeia. Estamos estudando também a experiência de outros países tanto na indústria do petróleo quanto de outras com alto grau de inovação e/ou altos investimentos", comentou.
Ubirajara lembrou que hoje a indústria de petróleo e gás perfaz em torno de 10 a 12% do PIB e se esse ritmo de crescimento permanecer e for viabilizado, em 2020 vamos chegar a algo em torno de 20%. "São Paulo quer participar disso e internalizar as oportunidades que surgem", ressaltou.
Em vista do crescimento das atividades de petróleo e gás no Estado, São Paulo iniciou sua atuação no setor em 2010 com a criação do Programa Paulista de Petróleo e Gás Natural (PPPGN), em resposta às recomendações feitas pela Comissão Especial de Petróleo e Gás Natural do Estado de São Paulo (Cespeg).
De acordo com o PPPGN, com a confirmação de investimentos da Petrobras, construção naval, montagens e novos terminais portuários até 2025, o litoral paulista contará com 70.126 postos de trabalho na fase de implantação (petróleo e porto) e 47.115 na fase de operação.
Oportunidades para todo o país
Durante o painel foram apontados também algumas oportunidades geradas pela cadeia de petróleo e gás no Brasil, Luiz Fernando Mendonça, superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), indicou a criação de novas empresas, como a Sete Brasil; grandes contratantes energizam a cadeia de fornecimento; grandes empresas operadoras aumentam investimento no Brasil; grandes empresas operadoras se juntam para ampliar descobertas no país; inovação e o aumento da mão-de-obra qualificada.
O executivo apresentou o Programa de Desenvolvimento do Fornecedor Multifor, que tem por objetivo multiplicar os fornecedores de bens e serviços para a indústria do petróleo e gás no Brasil. "O programa instala um processo com foco em conteúdo local, alinha e dá sinergia para as ações em curso, mitiga riscos, potencializa resultados, oferece projetos concretos e permite a participação dos demandantes, de forma individual ou cooperativa, através de um modelo flexível de adesão", explicou.
Já Alberto Machado, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), apresentou como perspectivas de desenvolvimento do setor no país, a criação de "clusters", o desenvolvimento de nichos com vantagens comparativas e o uso do poder de compra/ maximização dos benefícios.
"Além disso, devemos observar os setores sinérgicos, usar o mercado local para o desenvolvimento, usar a demanda para alavancar o crescimento, buscar a diversificação dos mercados e da internacionalização e principalmente, pensar no mundo além do petróleo pois ele pode não acabar mas pode perder a importância econômica", pontuou.
Segundo Machado, o estado de São Paulo sempre foi um grande fornecedor do setor para todo o país, mas nunca viveu a exploração do petróleo. “São Paulo possui uma das áreas mais promissoras de petróleo em todo o Brasil e precisa estar preparado para essa realidade”, destacou.
Fonte: Redação TN
Autor: Maria Fernanda Romero
2- Apreensão com o biocombustível
Enquanto, no Brasil, o futuro dos biocombustíveis é cinzento, nos Estados Unidos e na Europa as políticas adotadas dão previsibilidade, e, portanto, garantias para os investidores.
Nos Estados Unidos a política para os biocombustíveis, em particular, para o etanol está baseada no binômio segurança energética e meio ambiente. A produção de etanol nos Estados Unidos já atingiu os 50 bilhões de litros, mais que o dobro da brasileira, e mesmo no cenário de crise e de quebra da safra do milho este ano, as metas e os compromissos de longo prazo estão sendo mantidos.
No caso americano, é bom destacar que os investimentos em energias fósseis, petróleo e gás natural, cresceram e atingiram valores expressivos. Em 2011, foi investido em petróleo e gás natural US$111 bilhões e em 2012 serão US$122 bilhões.
Todos esses investimentos são de empresas privadas. A política energética americana deveria servir de exemplo para o Brasil, quando decide de forma bem clara que um país que pretende ter segurança energética, preocupação ambiental e gerar empregos, precisa ter bem definido o que pretende fazer com os seus recursos energéticos.
Na Europa, a política de biocombustíveis, e agora, no caso o biodiesel, também mantém a característica da previsibilidade. As diretrizes da Comunidade Europeia, no que se refere aos percentuais de mistura de biodiesel, vêm sendo mantidos no cenário de crise.
É bom lembrar que hoje, a maior parte dos países europeus misturam mais de 5% de biodiesel no diesel, o que mostra o atraso do Brasil mantendo os 5%. Tanto, a política energética americana, quanto a Europeia trazem ensinamentos importantes.
O primeiro é que não se deve privilegiar uma fonte de energia em relação a outras. Um país como o Brasil que possui uma enorme diversidade de fontes na oferta de energia, não pode abrir mão dessa vantagem comparativa. O segundo é que energias limpas e renováveis não são competidoras das energias fósseis e sim complementares, observadas as suas características especificas.
Terceiro ensinamento, sem marco regulatório estável e de longo prazo, onde o governo estabeleça metas para os biocombustíveis, não haverá crescimento sustentado dessas fontes de energia na matriz energética. Quarto ensinamento é um mito a concorrência entre produção de alimentos e de energia, o que se precisa é de políticas bem definidas para ambos os setores.
Em um mundo onde os países estão cada vez mais dependentes uns dos outros em relação à garantia do suprimento energético, o enorme potencial brasileiro coloca o país em posição privilegiada no cenário internacional. O que falta é o governo decidir qual é o papel dos biocombustíveis na matriz energética brasileira e a sua participação na pizza.
*Texto originalmente publicado no jornal Brasil Econômico,
Adriano Pires
Diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE)


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