I – NOTÍCIAS
1- Petrobras coloca novo volume recorde de gás no mercado
A Petrobras informou nesta sexta-feira, em comunicado, que bateu novo recorde de entrega de gás natural ao mercado, atingindo 96,1 milhões de metros cúbico diários na quinta-feira.
Fonte: Reuters/ Leila Coimbra
2- Petrobras foca em custos para manter expansão
"Estamos construindo uma nova companhia", disse a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, no encerramento da Rio Óleo & Gás, no Riocentro, ao explicar o Plano de Otimização dos Custos Operacionais (Procop) que deverá ser adotado até o fim deste mês para fazer frente ao perfil expansionista da empresa.
Até 2020, a meta é atingir a produção de 4,2 milhões de barris diários para atender a demanda do Brasil, um dos dez maiores consumidores mundiais de petróleo. A experiência acumulada na exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas tem sido um dos trunfos da companhia nos desafio tecnológicos do pré-sal.
Símbolos do crescimento e da pujança da empresa, os outrora campos gigantes da Bacia de Campos, que ainda respondem por 80% dos 2 milhões de barris de petróleo produzidos no Brasil e foram todos batizados com nomes de peixes, aos poucos vão assumindo o papel de alavancas para os desafios da nova fronteira petrolífera.
Maior empresa brasileira, a Petrobras exibe números que traduzem seu tamanho. As reservas provadas de óleo e gás natural chegavam no começo deste ano a 16,41 bilhões de barris. A produção média diária, no ano passado, foi de 2 milhões de barris de petróleo e de 56,4 milhões de m³ de gás. Os investimentos atingiram R$ 72,6 bilhões em 2011. Já o lucro líquido foi de R$ 33,3 bilhões. O número de empregados diretos bateu a marca de 84 mil trabalhadores.
Com leque variado de atuação, que vai da exploração e produção de petróleo ao desenvolvimento de biocombustíveis e fertilizantes, passa pelo refino e avança na petroquímica, a Petrobras detém mais de 90% do mercado nacional e está presente em 98 países.
A descoberta dos reservatórios na camada de pré-sal transformou o cenário. O Plano de Negócios 2012-2016 prevê investimento de US$ 236,5 bilhões - nada menos de US$ 131,6 bilhões em exploração e produção da riqueza acumulada a mais de quatro mil metros de profundidade. Em apenas três campos e na cessão onerosa do Pré-Sal da Bacia de Santos as reservas provadas de 15,4 bilhões de barris equivalem a tudo o que a Petrobras já produziu em pouco menos de 60 anos desde que foi criada pelo presidente Getúlio Vargas no rastro da campanha "O Petróleo é Nosso". Para atender a expansão das atividades estão sendo encomendadas 137 unidades de produção, entre navios e sondas e ampliados ou modernizados 31 estaleiros. Quase 60 mil trabalhadores já foram formados.
Outros 106 mil deverão ser preparados até o fim da década. Só na qualificação profissional serão investidos R$ 554 milhões de recursos do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) - R$ 217 milhões apenas para a capacitação para a indústria naval.
Fonte: Valor Econômico /Paulo Vasconcellos |
3- OGX dá início à exploração de petróleo em Tubarão Martelo
A OGX iniciou a perfuração dos três primeiros poços produtores de petróleo no campo de Tubarão Martelo e também perfurou o terceiro poço produtor no campo de Tubarão Azul, ambos na bacia de Campos.
As informações fazem parte de uma apresentação da área de Relações com Investidores da companhia, atualizada na última terça-feira. A OGX forneceu mais detalhes sobre o assunto em um email enviado à Reuters após solicitação.
A petrolífera intensificou a campanha exploratória no segundo semestre de 2012. Ao todo, foram perfurados desde o início do mês de agosto nove poços, nas bacias de Campos e Santos.
A companhia já produz em Tubarão Azul. A extração de petróleo da OGX na área foi de 10,6 mil barris diários em agosto, com os dois primeiros poços produzindo.
A companhia espera que o terceiro poço de Tubarão Azul inicie a produção no último trimestre de 2012.
Já os três poços perfurados em Tubarão Martelo são os primeiros do campo, cujo início de produção é esperado para o final do ano que vem.
Ações
Quando a companhia anunciou em junho a vazão média em Tubarão Azul de 5 mil barris de petróleo por poço, um terço do previsto, as ações da companhia desabaram 40 por cento em dois dias.
A expectativa inicial da empresa era atingir uma produção de 40 a 50 mil barris por dia com três poços produtores no fim de 2012. A meta foi adiada para 2013.
Tubarão Azul é a única área da OGX que produz petróleo atualmente.
Fonte: Reuters Leila Coimbra
4- Fórum realizado no RJ discutiu segurança operacional offshore
Fonte: Redação – Portal Naval
Terminou o 19º encontro do Fórum Internacional de Reguladores (IRF), coordenado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Durante o evento, reguladores de petróleo offshore da Austrália, Canadá, México, Holanda, Reino Unido, Dinamarca, Nova Zelândia, Noruega, Estados Unidos e Brasil, debateram os incidentes recentes ocorridos nas plataformas e discutiram questões importantes para melhorar segurança offshore.
A convite do IRF, organizações representantes da indústria - American Petroleum Institute (API), International Organization for Standardization (ISO), International Oil and Gas Producers Association (OGP) e International Association of Drilling Contractors (IADC) - apresentaram suas sugestões para o aumento da segurança operacional no mundo. Os membros do IRF confirmaram suas prioridades estratégicas focadas em medir o desempenho da segurança, cultura da segurança, adequação à operação, desenvolvimento e adoção de padrões globais e melhorias em BOP/Integridade de poços.
A próxima Conferência do IRF será realizada na cidade de Perth, na Austrália, em outubro de 2013.
5- CSN busca BNDES para comprar CSA
O desenho financeiro que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) prepara em sua oferta pelos ativos da ThyssenKrupp pode passar pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apurou o Valor.
O banco estatal financiaria a aquisição, mas também entraria como sócio no negócio, segundo modelagem que vem sendo discutida ainda de forma preliminar.
Conforme fonte a par das conversas, a CSN vai apresentar hoje sua proposta pelos ativos da CSA, no Rio, e pela laminadora nos Estados Unidos, como informou o Valor na edição de terça-feira. Porém, a oferta representa apenas o começo das negociações, que ainda vão passar por várias rodadas e devem se estender até dezembro.
Até lá, os candidatos terão acesso a informações adicionais sobre os ativos. Por isso, os detalhes e a modelagem financeira da oferta da CSN só serão definidos ao longo desse processo. "Por enquanto, é apenas um preço de referência", diz esse interlocutor.
O acordo com o BNDES vem sendo debatido como forma de tornar a aquisição mais atrativa, já que a CSA é uma operação complexa e deficitária.
O Valor apurou que o banco não acompanha esse processo de venda, apesar de credor de R$ 2,5 bilhões da empresa, e não financia compras. Todavia, em alguns casos, pode entrar com participação acionária no negócio. No caso da CSA, há informações de que poderia conceder um crédito à CSN para garantir a vitória uma empresa brasileira nessa disputa.
Um caminho apontado envolveria as ações da CSN na Usiminas, avaliadas hoje em R$ 2 bilhões, que poderiam entrar como garantia na operação como debêntures conversíveis em ações
Uma eventual troca de ações com a ThyssenKrupp ou, ainda, o compromisso do grupo alemão de comprar a produção da CSA - duas possibilidades aventadas pelo mercado para viabilizar o negócio - não interessariam à CSN, segundo apurou o Valor.
Avaliação de um interlocutor que acompanha o processo é que CSN, Ternium / Techint e Nippon Steel são os candidatos mais fortes. "Os japoneses podem ser o elemento-surpresa", avalia. Outra fonte inclui a gigante ArcelorMittal nesse grupo de frente e aponta que a Ternium fará uma oferta apenas pela CSA. Uma fonte da empresa nega interesse no negócio.
Segundo informações, a Gerdau não deve entregar proposta. Já a coreana Posco e a chinesa Baosteel devem centrar seus esforços na unidade americana. Faz sentido no caso da Posco: ela constrói, no Ceará, com Vale, uma siderúrgica de placas. Daí, poderia suprir as operações nos EUA.
Fonte: Valor Economico / Talita Moreira, Ivo Ribeiro e Vera Saavedra Durão
II – COMENTÁRIOS
1- A modernidade da agricultura brasileira
Participei ao lado do ministro e embaixador da Comissão Europeia, João Pacheco, e do conselheiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, Robert Hoff, do painel "Políticas Públicas para a Agricultura", tema debatido no primeiro Global Agribusiness Fórum, evento que reuniu, em São Paulo, mais de 700 líderes e especialistas do setor para discutir a globalização da agricultura e a sustentabilidade.
O agronegócio é o setor econômico mais importante do Brasil. A atividade responde por 29% de tudo o que é produzido no país, gera 37% dos empregos e quase o dobro do nosso saldo comercial.
Destaquei no fórum que embora o agronegócio tenha se tornado estratégico para a economia brasileira, o setor ainda não conquistou o apoio da opinião pública urbana, apesar da sua eficiência - comprovada pelos consecutivos recordes de produção - e da modernização das relações de trabalho no campo.
É preciso reconhecer que nos últimos anos o agronegócio deu um grande salto de qualidade, fruto de um processo de mais de 20 anos. Teve início em 1990, com o Plano Collor, que promoveu a abertura comercial sem nenhuma proteção e a falência das políticas públicas protecionistas, o que exigiu a profissionalização do nosso agropecuarista e, mais tarde, com o Plano Real, que possibilitou a estabilização interna da moeda.
Mas os desafios para o futuro são grandes: o Brasil precisa superar as limitações estruturais do agronegócio para manter esse setor da economia em expansão. Retomar os investimentos para atender à crescente demanda mundial por alimentos %4 20% nos próximos 10 anos, de acordo com dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) %4, é um dos principais desafios.
Pelo menos três áreas merecem atenção para que o agronegócio mantenha a atual participação em relação ao PIB no que diz respeito à implantação de políticas públicas para o setor. Defendi no fórum que as questões essenciais para dar suporte à atividade são condições macroeconômicas favoráveis, melhoria da logística e política constante de inovação tecnológica.
A estabilidade do câmbio é essencial, assim como a manutenção da política de juros baixos, com ênfase em medidas para assegurar o crédito e garantir o acesso aos seguros agrícola e safra. Completa a lista a adoção de uma política clara de comércio internacional, que também passa pela união dos setores público e privado, e de novos acordos bilaterais.
Para o agronegócio continuar em expansão, temos ainda que investir prioritariamente no modal ferroviário e hidroviário para tornar o transporte eficiente e facilitar o armazenamento e o escoamento da produção agrícola. A logística é estratégica para o setor e, nesse contexto, o modelo de concessões e PPP (Parceria Público-Privada) adotado pelo governo federal na área de transporte pode dar novo impulso a atividade e também aumentar a competitividade.
A busca pela produtividade tem de ser acompanhada por investimentos constantes em inovação, em novas tecnologias e pesquisa. O aumento do vínculo entre empresas, universidades e centros de excelência em pesquisa agropecuária, como a Embrapa, deve ser o principal alvo das políticas públicas para a agricultura brasileira.
Além disso, chamo a atenção para a urgência de o país adotar mecanismos que no médio prazo eliminem a sua dependência externa no que diz respeito à importação dos insumos indispensáveis à indústria de fertilizantes.
Uma política macroeconômica equilibrada, acompanhada de políticas públicas apropriadas para oferecer ao setor a logística indispensável à sua expansão e a inovação tecnológica com alvo na fronteira do conhecimento visando à competitividade, são os temas que considero estruturantes para o agronegócio manter sua pujança na economia nacional, gerando renda, emprego e divisas para o país.
Pelo que representa para a economia, o setor não pode ficar a mercê do improviso, de medidas pontuais e paliativas. As políticas públicas precisam ser pensadas e executadas dentro de um projeto nacional levando-se em conta a vantagem competitiva do país em energias renováveis, no pré-sal e, evidentemente, na agricultura.
A agricultura tem de ser tratada de forma mais estratégica porque é o nosso grande diferencial competitivo, uma oportunidade para nos firmarmos como o maior produtor de alimentos e energia renovável do planeta.
Arnaldo Jardim Deputado Federal (PPS/SP), Presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Infraestrutura Nacional
Time Fraco
O mercado de açúcar fechou a semana com o vencimento outubro/2012 cotado a 19,38 centavos de dólar por libra-peso, queda de 53 pontos (11,68 dólares por tonelada) em linha com os demais vencimentos ao longo de toda a curva que se estende até julho de 2015, apresentando queda média de 10 dólares por tonelada. Neste mês o açúcar já se desvalorizou 2% em relação ao fechamento do final de agosto.
A demanda no mercado internacional continua bem devagar e o cenário macroeconômico acaba tendo seu peso nas commodities de uma maneira geral. Os grãos despencaram no mês: milho 10%, soja 7,5%, e o petróleo 4%. Até que o açúcar se comportou bem.
Na semana passada comentamos que o Rabobank acredita que o preço médio do açúcar para esta safra deverá ficar em 19 centavos de dólar por libra-peso, não considerado pelo modelo um eventual reajuste de preço nos combustíveis. O banco holandês informa que o período compreendido para essa análise é de outubro/2012 até setembro/2013 e não de abril/2012 a março/2013 como mencionado no ultimo comentário. Minhas desculpas.
Um executivo do mercado conta que em reunião com representantes do governo, ouviu o seguinte argumento sobre a situação do mercado de etanol no Brasil: "que o problema do etanol é que a cana é muito cara. E a cana está muito cara por causa do açúcar. Se as usinas reduzissem o preço do açúcar, então o etanol ficaria mais competitivo e o equilíbrio de preços entre os dois produtos faria com que o setor produzisse mais etanol e voltasse a crescer". Já volto ao assunto.
Não duvido que essa frase tenha sido pronunciada. Já participei de apresentações feitas por alguns burocratas do governo e senti aquilo que se chama de vergonha alheia. Por exemplo, em um seminário em São Paulo no começo deste ano, num painel apresentado pelo Ministério das Minas e Energia, por um ocupante de importante cargo no próprio ministério, ouviram-se preciosidades matemáticas do tipo: "as exportações de etanol de 2011 caíram 160% em relação a 2008". A matemática usada pelo palestrante mostrava a exportação de etanol de 2008, de 5,12 bilhões de litros comparando-a com a de 2011, de 1,97 bilhão de litros e concluiu que "houve uma queda de 160%" (sic). O slide consta da apresentação do Ministério para quem quiser ver para crer. O que incomoda é que esses são os interlocutores com os quais o setor se vê muitas vezes obrigado a sentar, expor ideias e negociar. No fundo, só dá para sentar e chorar.
No mesmo seminário citado, os representantes do governo fabricaram suas próprias conclusões sobre o comportamento dos preços da gasolina e do etanol com argumentos difíceis de passar pelo crivo de qualquer iniciante. Entre eles, o de "que o preço da gasolina é aderente ao preço do petróleo no mercado internacional". Fosse verdadeira a afirmação do burocrata, a estatal do petróleo repassaria ao consumidor o custo da importação do petróleo, o que não ocorreu, não porque ela não quisesse, mas porque o ministro da fazenda não autorizou. Outra conclusão não menos surpreendente foi a de que o etanol hidratado perdeu competitividade no Brasil, e isso se deveu "não porque a gasolina subiu de preço, mas porque o custo de produção do etanol aumentou".
Que conversa é essa? O famoso escritor e cronista carioca, Sérgio Porto, se vivo fosse, certamente colocaria a frase acima no seu igualmente famoso "Festival de Besteiras que Assola o País". Essa gente do governo tem material farto para a comédia com suas parvoíces de toda sorte. Pena que o desfecho de seus desmandos seja trágico.
Por último, mas não menos importante, ainda citando a tal apresentação do Ministério das Minas e Energia, para fechar com chave de ouro, o representante do governo, lembrando que esse cidadão é pago com o dinheiro do contribuinte, finalmente conclui que o principal motivo da perda de competitividade do etanol é o custo de oportunidade de produção. Só faltou sugerir, no slide que apresentou à plateia, a imediata revogação da lei da oferta e procura. Os exemplos se sucedem.
Como disse na semana passada num Fórum patrocinado por uma revista de economia, o presidente de uma das mais importantes multinacionais do país ligada ao açúcar, conhecido pelo perfil equilibrado e conciliador, "o ministro da fazenda não entendeu ainda o senso de urgência" da crise do etanol. E não entendeu mesmo. Na entrevista que deu ao Estadão no domingo passado, o ministro da Fazenda disse que "não dá para ficar pensando em reajuste toda hora, já reajustamos duas vezes esse ano e o consumidor não percebeu".
O antecessor de Dilma tinha muita gente competente no seu governo, interlocutores que sabiam do que estavam falando e possuíam larga experiência nas áreas nas quais atuavam, facilitando o diálogo e a troca de ideias e buscando soluções adequadas para os problemas que apareciam: Roberto Rodrigues, Reinhold Stephanes e Henrique Meirelles, por exemplo. O time de Dilma, com honrosas exceções, além de ser fraco, tem aquele viés esquerdista retrógrado que acha que lucro é pecado e que quem ganhou dinheiro no passado tem obrigação de ajudar o Brasil agora. Ou seja, às favas o acionista. Nem o Hu Jintao, presidente chinês e secretário geral do Partido Comunista pensa assim.
Segundo a Future Analysis Consultoria - www.futureanalysis.com.br, inovadores no quesito análise técnica, o preço médio das posições compradas no março de 2013 é de 21,19 centavos de dólar por libra-peso, ou seja, os comprados estão no momento suando frio mas se o mercado quebrar esse nível pode disparar. Fique de olho.
O hidratado negociado a R$ 1,2450 o litro equivale hoje a um açúcar a 17,50 centavos de dólar por libra-peso FOB Santos. Isso é o mesmo que vender açúcar a 260 pontos de desconto FOB contra o março/2013. O hidratado apreciou 60 pontos nos últimos 45 dias comparativamente ao açúcar.
Arnaldo Luiz Corrêa Diretor da Archer Consulting


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