domingo, 26 de maio de 2013

IPGAP OIL & GAS & ENERGY NEWS - N° 131

I – NOTÍCIAS

1- Paradeira no segmento de equipamentos  
Passados cinco anos do agravamento da crise sucroalcooleira, a indústria que produz equipamentos para usinas segue inerte em função da falta de projetos, após um forte declínio de faturamento. Desde 2007, não há sequer uma única encomenda para construção de novas usinas, e a sobrevivência vem de serviços de manutenção de máquinas e ajustes nas fábricas de açúcar e etanol já existentes.
A Dedini Indústrias de Base, a maior produtora de equipamentos sucroalcooleiros do país, amarga neste ano uma ociosidade de 60% de seu parque industrial. "Dá para jogar futebol dentro da fábrica", diz Sérgio Lemeo, diretor-presidente da companhia.
A empresa vem tentando, desde 2005, diversificar sua carteira para clientes de outros setores, como os de bebidas e siderurgia. Mas nem essa estratégia ajudou a melhorar seus resultados. "O país passa por um processo de desindustrialização. Quase não há setores investindo", diz Leme.
Dado esse cenário, a meta é faturar em 2013 os mesmos R$ 600 milhões de 2012. O número ainda está muito distante dos R$ 2,2 bilhões de receita obtidos pela empresa no auge da onda de investimentos em etanol, em 2008. Mas, ao menos, significará uma estabilidade, afirma o executivo.
O faturamento da Dedini no ano passado veio de serviços de manutenção em usinas, além de instalação de equipamentos de produção de etanol anidro e de concentração da vinhaça. "Desde 2007 não entra um projeto de construção de usina nova. Daqui a duas safras, o Centro-Sul terá mais cana do que capacidade instalada de processamento", antevê.
Já a principal concorrente da Dedini, a Sermatec, espera faturar este ano em torno de R$ 205 milhões. O valor está bem abaixo dos R$ 700 milhões faturados no auge do "boom" do etanol, em 2008. Mas pelo menos não deve ser muito menor que o realizado no ano passado, quando a empresa faturou R$ 218 milhões. "Esperávamos que o ano de 2012 fosse ruim, mas erramos. Foi pior", afirma Antônio Carlos Christiano, diretor-presidente da Sermatec. Em 2011, a empresa havia faturado R$ 320 milhões. Em 2012, a receita caiu 31%.
Apesar das últimas medidas de estímulo aos produtores de etanol concedidas pelo governo - isenção de PIS/Cofins e aumento da mistura de etanol anidro na gasolina -, Christiano não acredita que serão retomados investimentos em unidades novas. "As usinas estão com problemas financeiros acumulados há quatro ou cinco anos. Esse incentivo vai ser suficiente apenas para ajudar a compor caixa. Investimentos, somente com políticas de longo prazo".
Para Leme, da Dedini, as medidas foram "um bom começo". "Foi uma aspirina para um paciente na UTI. A febre será reduzida, mas não resolverá o problema´, diz Leme. 
Fabiana Batista
Fonte: Valor Econômico 

2- Petrobras descobre óleo de boa qualidade em novo poço no pré-sal  
A Petrobras confirmou a descoberta de "petróleo de boa qualidade" na área da cessão onerosa denominada Florim, no pré-sal da Bacia de Santos. A estatal comunicou hoje ao mercado a conclusão do teste de formação do poço descobridor 1-BRSA-1116-RJS, perfurado no local.
O poço localiza-se em profundidade d´água de 2.009 metros, a uma distância de 206 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro. O poço comprovou a descoberta de petróleo de 29º API, a partir da profundidade de 5.342 metros.
"O poço foi concluído na profundidade de 6.004 metros, após atingir os objetivos previstos pelo contrato de cessão onerosa", disse a companhia.
"Após a conclusão da perfuração foi realizado um teste de formação onde foi constatada a excelente produtividade dos reservatórios portadores de óleo de boa qualidade", acrescenta o comunicado, ressaltando que não foi detectada a presença de dióxido de carbono e de ácido sulfídrico.
A Petrobras informou que dará continuidade às atividades na área com a perfuração, ainda em 2013, de mais um poço de delimitação. O contrato de cessão onerosa estabelece um volume de 467 milhões de barris de petróleo para a área de Florim e o final da fase exploratória previsto no contrato é setembro de 2014. 
Rafael Rosas
Fonte: Valor Online 

3- Em quatro anos, Petrobras investiu US$ 2,4 bilhões  
O continente africano está no radar da Petrobras desde a década de 1990. Hoje, a companhia participa de atividades em sete países - Angola, Nigéria Tanzânia, Líbia, Namíbia, Benin e Gabão - e investiu entre 2008 e 2012 cerca de US$ 2,4 bilhões, o que incluiu a construção de um navio-plataforma na Coreia do Sul para atuar na costa Oeste do continente. O principal foco está no ramo de Exploração & Produção, onde a empresa está presente em 14 blocos offshore, sendo que em oito deles a Petrobras atua como operadora - são três na Tanzânia, três em Angola, um na Líbia e outro na Namíbia.
A próxima investida da estatal deverá acontecer em Moçambique, por meio da Petrobras Bicombustível, em parceria com a Tereos Internacional, líder global em açúcar e bioenergia. O objetivo é atuar na produção de etanol, a partir do melaço da cana, em uma usina que já está instalada no país. A Petrobras se tornou mais presente em função do ambiente político, hoje muito mais propício ao ingresso de companhias estrangeiras.
Situação bem diferente da encontrada em 1979, em Angola, país que havia se libertado do domínio português quatro anos antes. Durante 27 anos, a companhia foi apenas sócia não-operadora em dois blocos. Somente em 2006, a empresa passou a ter direitos de exploração e produção em mais quatro blocos, sendo operadora em três deles. O contrato foi fechado sob a compromisso de perfurar 11 novos poços. Em 2009, anunciou a descoberta de reserva de petróleo a 200 km da capital Luanda.
Na Nigéria,onde está desde 1998, as atividades vão além da exploração e produção no delta do Rio Niger, o terceiro mais longo do continente, com 4.180 quilômetros. Naquele país, a Petrobras desenvolve ações sociais para populações ribeirinhas. A região é atrativo devido ao tipo de petróleo encontrado, classificado como leve e de forte valor comercial. A companhia também concentra as atividades na costa Oeste (entre Benin e a Namíbia), similar à costa Leste brasileira, onde estão as principais reservas de petróleo e gás natural.
Em Benin, onde chegou em 2011, a Petrobras concentra seus trabalhos em águas profundas e ultraprofundas da região. A empresa detém participação de 35% em um bloco, ao lado da Shell, que participa com outros 35% e a CBH (Compagnie Béninoise des Hydrocarbures). Trata-se de uma área de cerca de 7,4 mil quilômetros quadrados, com profundidade entre 200 metros a 3 mil metros, a 60 quilômetros da costa. A expectativa é de encontrar petróleo leve.
A Petrobras também atua como operadora no mar do sul da Namíbia, em parceria com a Chariot&Ga e a BP. O trecho é de cerca de 5,5 mil quilômetros quadrados, com profundidade de até 1,5 mil metros, a uma distância de 80 quilômetros da costa. Os estudos geológicos e geofísicos avaliam a possibilidade de exploração comercial com possibilidade de perfurar um poço. 
Guilherme Meirelles
Fonte: Valor Econômico 

4- Campo com reserva gigante de petróleo será leiloado 
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) fez ontem um anúncio que muda o quadro da exploração do pré-sal brasileiro. Novos dados geológicos do prospecto gigante de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, sugerem que o campo de Libra pode ser a maior descoberta já feita no Brasil. O campo teria o equivalente a dois terços de todas as reservas provadas no país.
Com isso, o governo decidiu que Libra será a única oferta no primeiro leilão do pré-sal, que foi antecipado ontem para outubro e terá a presença da presidente Dilma Rousseff. O edital do primeiro leilão do pré-sal, referente à área de Libra, a cerca de 183 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, deverá ser publicado dentro de 15 dias.
A diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, disse que os novos dados, revelados neste mês, deixaram o governo e ela própria “deslumbrados” com o potencial de Libra. “É muito grande, muito maior do que tínhamos na mão até agora”, disse. Libra foi uma das áreas usadas para a cessão onerosa de 5 bilhões de barris da União para a Petrobrás.
A estimativa é de que a área tenha o dobro de petróleo do que se imaginava há apenas um mês - um óleo leve (27º API) de boa qualidade. Magda disse que os novos dados apontam para entre 8 bilhões a 12 bilhões de barris recuperáveis - que podem ser extraídos em produção comercial. Todas as reservas provadas do Brasil somam 15,7 bilhões. Em abril, a reguladora estimara que Libra teria entre 4 bilhões e 5 bilhões de barris.“Acho que 10 (bilhões de barris) é um bom número”, disse.
Magda lembra que o maior campo produtor no Brasil, Marlim, na Bacia de Campos, tem 2 bilhões de barris recuperáveis. O campo gigante de Lula no pré-sal, o maior até agora, tem estimados entre 5 a 8 bilhões de barris.
A decisão de só ofertar Libra e antecipar o leilão de novembro para outubro foi tomada ontem, em Brasília depois de chegarem os novos dados. A ANP reavaliou a área com base no resultado de sísmicas em 3D no fundo do mar, uma espécie de raio X, e de um poço perfurado a mando da agência no local. “Não há por que ofertar mais do que Libra no leilão”, disse.
Participaram da reunião Dilma; o ministro de Minas e Energia (MME), Edison Lobão; o ministro da Fazenda, Guido Mantega; e o secretário de óleo e gás do MME, Marco Antonio Almeida. A data exata do leilão ainda não foi marcada e depende da agenda da presidente, mas Magda disse que deve ser na segunda quinzena de outubro. Por conta da presença da presidente, o leilão, geralmente realizado no Rio, pode ser transferido para Brasília
Lobão afirmou que o leilão do pré-sal pelo sistema de partilha foi antecipado de novembro para outubro para dar coerência aos processos de licitação feitos pelo governo este ano. “Passamos o leilão para outubro porque é melhor. Fizemos um leilão de petróleo agora (na semana passada), vamos fazer na sequência outro de petróleo no pré-sal e, depois, fazemos o de gás”, disse, ao chegar ao Ministério do Planejamento para a reunião do Comitê Gestor do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC).
Fonte: Tribuna do Norte (RN) Natal


II – COMENTÁRIOS

1- Conteúdo da edição 89 da revista TN Petróleo já está disponível
O leitor já pode acessar o site, www.tnpetroleo.com.br, a versão online da nova edição da revista TN Petróleo (número 87). A atual publicação conta com matéria especial sobre o resultado da 11ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de uma matéria sobre o Plano de Negócios e Gestão da Petrobras 2013-2017. 
A edição traz também um especial sobre o Estado de Pernambuco e a cobertura da Offshore Technology Conference (OTC) 2013, realizada em Houston, que teve recorde de visitantes este ano.
O perfil profissional de Antonio Müller, presidente da Tridimensional Engenharia, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Industrial (ABEMI), e vice-presidente do Centro de Excelência em EPC (CE-EPC). Além de entrevista exclusiva com Celso Magalhães, presidente de novos negócios e do Conselho da Georadar, que fala sobre a atual busca da companhia por negócios no mercado internacional e dos resultados do ingresso da Georadar na área offshore.

2- Maricá vai abrigar logística do pré-sal
FPSO Cidade de Angra dos Reis. Agência Petrobras
A Prefeitura de Maricá (RJ) apresentou, em audiência pública, proposta de alteração da Lei de Uso do Solo que permitirá a criação de uma Zona de Especial Interesse Industrial (ZEII) no município, que tem 364 km de área e é um dos que mais cresce no estado do Rio. A ZEII compreende em torno de 30 km quadrados e engloba pelo menos quatro grandes regiões, todas ainda com grandes extensões livres, concentradas, sobretudo, no eixo da rodovia RJ-106 (que liga Niterói à Região dos Lagos), e nas proximidades do futuro Polo Naval de Jaconé.
O objetivo da mudança idealizada pelo prefeito Washington Quaquá é atender à crescente demanda de instalação de indústrias vinculadas à logística do petróleo, seja por conta da proximidade do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), a 45 km de distância a Oeste, seja pela confrontação com o campo Lula, do pré-sal da Bacia de Santos, a 200 km do litoral.
Um dos pilares dessa política é a implantação do heliporto de apoio às operações offshore, cuja capacidade poderá chegar a 120 voos diários. O próprio aeroporto municipal, com sua pista de 1.200 metros passível de ampliação para 1.800 metros, integra o rol de equipamentos urbanos que serão submetidos a uma completa renovação. Com a nova legislação, o terminal poderá ser administrado pela iniciativa privada, em regime de concessão remunerada e, depois de pronto, movimentará até 68.000 passageiros/ano e 3.500 toneladas de carga/ano.
Depois do boom imobiliário recente - há pelo menos 18 condomínios de luxo, um deles com 9 milhões de metros quadrados, sendo lançados ou já em implantação na cidade - a medida permitirá ao município abrir caminho não só para a instalação de empresas como definir áreas específicas para cada aplicação. A alteração no marco legal é urgente e necessária: em 2010, eram analisados de 20 a 25 processos de licenciamento urbano por semana. Hoje esse número, segundo a secretaria de Desenvolvimento Urbano, passou de 300 a 320 por semana.
Nas proximidades do futuro porto - cuja excepcional localização geográfica, com 30 metros de calado a menos de 3 km da orla, permite a operação até de embarcações VLCC de 300 mil DWT - o projeto de um condomínio industrial está em análise e pelo menos um fabricante de tintas especiais para plataformas já encaminhou consulta formal à cidade. Além da instalação do Polo Naval, a região de Jaconé foi escolhida pela Petrobras para receber o gasoduto do pré-sal.
Por conta disso, há previsão também de uma área destinada para grandes galpões de armazenamento. A nova legislação vai entrar em vigor de forma a impulsionar o aporte de capital estrangeiro. Segundo o prefeito, duas empresas italianas já assinaram cartas de intenção com o município: um estaleiro especializado em embarcações esportivas e uma montadora de carrocerias de trens, bondes e caminhões especiais.
Fonte: Ascom Prefeitura de Maricá

3- Primeira licitação do pré-sal terá uma só mega-área e será em outubro  
Uma estimativa mais precisa e muito mais otimista sobre o potencial de reservas no prospecto de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, fez o governo antecipar a primeira licitação no modelo de partilha, de novembro para outubro. A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, informou que o leilão terá uma única área ofertada, Libra, reservatório de cerca de 1,5 mil quilômetros quadrados com uma coluna de 326 metros de óleo leve, com 26 graus na escala do American Petroleum Institute (API).
De acordo com a ANP o potencial estimado de óleo "in situ" (volume total de óleo na área) de Libra é de 26 bilhões a 42 bilhões de barris, bem acima dos 18 bilhões de barris da última estimativa do órgão. Para efeito de comparação, o total de reservas provadas de petróleo do Brasil, segundo a ANP, é de 14,5 bilhões de barris. Apenas a Petrobras, pelo mesmo critério da agência, tem reservas provadas de 13,7 bilhões de barris.
"Eu tenho mais de 30 anos na indústria do petróleo e nunca vi ninguém licitar algo parecido. Uma coisa desse porte vai chamar a atenção do mundo todo", disse Magda. "Isso aqui [o leilão] é para gente grande", completou, ressaltando que espera a presença de todas grandes petroleiras mundiais.
O edital com as regras do primeiro leilão do pré-sal sairá em junho. O local do leilão também deve ser alterado, do Rio para Brasília, para ter a presença da presidente Dilma Rousseff. A nova estimativa de reservas de Libra foi obtida com uma interpretação feita pela ANP, a partir de resultados da perfuração de um poço e na última sísmica feita pela CGG Veritas.
"Se estimarmos uma recuperação de 30%, teremos um prospecto de Libra capaz de produzir de 8 a 12 bilhões de barris de petróleo", afirmou Magda. "Libra é uma coisa muito diferente do que tínhamos até agora. Só para ter uma ideia, o campo de Marlim, maior produtor do Brasil, tem volume recuperável de 2 bilhões de barris", completou.
De acordo com Magda, os contratos de concessão dos vencedores terão prazo de 35 anos, improrrogável. O prazo, diz, vai estimular o desenvolvimento mais rápido da área. A 12ª Rodada, que ofertará áreas com potencial de descobertas de gás natural, foi adiada de outubro para novembro.
O presidente da francesa Total no Brasil, Denis Palluat de Besset, disse que espera mais detalhes, observando que a indústria esperava também a oferta de prospectos de menor tamanho, também mapeados e que poderiam também ser oferecidos. "Vamos ver as condições oferecidas pelo governo, depois vamos estudar o edital e ver o bônus que o governo vai fixar. É uma jazida já descoberta e é preciso uma avaliação, já que nunca houve uma oferta desse tamanho no mundo", disse Besset.
Magda disse que, devido ao potencial de volume de petróleo no polígono do pré-sal, licitações desse tipo não deverão ser anuais. Provavelmente os leilões serão a cada dois anos e o segundo só deve ser entre 2015 e 2016. No leilão de outubro, os concorrentes terão que fixar um bônus por assinatura, um valor de programa exploratório mínimo e um percentual de compromisso de conteúdo local.
Magda não quis comentar as metas de conteúdo local para o leilão do pré-sal, mas ressaltou que os percentuais mínimos utilizados na cessão onerosa da Petrobras foram muito parecidos com os ofertados pelas petroleiras para os blocos em águas profundas na 11ª Rodada, na última semana. Segundo ela, o conteúdo local ofertado para essas áreas foi da ordem de 37% na fase de exploração e de 55% na etapa de desenvolvimento da produção.
Pela lei, a Pré-sal Petróleo S A (PPSA) entrará como operadora, com 30% de participação em Libra após o resultado da licitação. 
Rodrigo Polito e Cláudia Schüffner
Fonte: Valor Econômico

segunda-feira, 20 de maio de 2013

IPGAP OIL & GAS & ENERGY NEWS - N° 130


I – NOTÍCIAS

1- Leilão da ANP arrecada R$2,8 bilhões
TN Petróleo/ Ricardo Almeida 
A 11ª Rodada de Licitações de Blocos de exploração da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis terminou no fim da noite de hoje (14) batendo recorde de arrecadação com o bônus de assinatura alcançando R$2,8 bilhões. O valor da 9a rodada, o último recorde, tinha sido de R$2,1 bilhões.
A rodada licitou as bacias de Parnaíba, Foz do Amazonas, Barreirinhas, Potiguar, Espírito Santo, Pará-Maranhão, Ceará, Pernambuco-Paraíba, Sergipe-Alagoas, Tucano e Recôncavo.
Segundo a diretora geral da ANP, Magda Chambriard, o resultado alcançado superou todas as expectativas da agência, em mais de 800 milhões de reais. Para a ANP, o investimento esperado para os 142 blocos arrematados nos próximos cinco anos deve ser de R$7 bilhões.
A Bacia do Foz do Amazonas foi a que teve o maior bônus e a maior quantidade de blocos ofertados. Ao todo participaram da rodada 30 grupos empresariais, sendo que 18 estrangeiros e 12 companhias brasileiras.
Para João Carlo De Luca, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), o sucesso da rodada traz um novo dinamismo para o setor de óleo e gás. Ele ressaltou ainda a agressividade de algumas companhias como Petra Energia e a OGX, de Eike Batista. Além disso, ele disse que o retorno de empresas como a Exxon foi um fato importante do dia de hoje.
A diretora geral da ANP também exaltou a consolidação da OGX e da Queiroz Galvão e ainda a entrada da Total como operadora. Magda disse ainda que a 11a rodada foi uma oportunidade importante para as pequenas empresas, principalmente as que atuam em bacias terrestres.
Os bilhões ofertados nos bônus de assinatura deverão ser pagos até o dia 6 de agosto, quando a ANP completa 15 anos, e quando os contratos com as empresas serão assinados.
Agora, a próxima rodada da ANP será realizada no mês de outubro e o 1o leilão do pré-sal será em novembro. 
Fonte: Redação Revista TN Petróleo
Autor: Rodrigo Miguez

2- MPX compra 50% de quatro novos blocos da OGX na Bacia do Parnaíba
A empresa de energia MPX firmou acordo com a OGX Petróleo e Gás para comprar participação de 50% em quatro blocos exploratórios terrestres, localizados na Bacia do Parnaíba. Os blocos são PN-T-168, PN-T-153, PN-T-113 e PN-T-114 e foram adquiridos pela petroleira na 11ª Rodada de Licitações, realizada na terça-feira (14).
A MPX vai adquirir a participação em condições idênticas às ofertadas pela OGX na rodada. O valor de aquisição será equivalente à metade dos bônus de assinatura e demais compromissos de exploração e desenvolvimento assumidos nas propostas apresentadas à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
De acordo com o comunicado, os bônus de assinatura propostos à ANP pelos quatro blocos somam R$ 20 milhões, por uma área de 11,8 mil quilômetros quadrados.
A MPX é atualmente cliente da OGX na região da Bacia do Parnaíba, onde opera usinas termelétricas abastecidas pelo gás natural produzido no local.
Fonte: Valor Online

3- Maricá vai abrigar logística do pré-sal
FPSO Cidade de Angra dos Reis. Agência Petrobras
A Prefeitura de Maricá (RJ) apresentou, em audiência pública, proposta de alteração da Lei de Uso do Solo que permitirá a criação de uma Zona de Especial Interesse Industrial (ZEII) no município, que tem 364 km de área e é um dos que mais cresce no estado do Rio. A ZEII compreende em torno de 30 km quadrados e engloba pelo menos quatro grandes regiões, todas ainda com grandes extensões livres, concentradas, sobretudo, no eixo da rodovia RJ-106 (que liga Niterói à Região dos Lagos), e nas proximidades do futuro Polo Naval de Jaconé.
O objetivo da mudança idealizada pelo prefeito Washington Quaquá é atender à crescente demanda de instalação de indústrias vinculadas à logística do petróleo, seja por conta da proximidade do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), a 45 km de distância a Oeste, seja pela confrontação com o campo Lula, do pré-sal da Bacia de Santos, a 200 km do litoral.
Um dos pilares dessa política é a implantação do heliporto de apoio às operações offshore, cuja capacidade poderá chegar a 120 voos diários. O próprio aeroporto municipal, com sua pista de 1.200 metros passível de ampliação para 1.800 metros, integra o rol de equipamentos urbanos que serão submetidos a uma completa renovação. Com a nova legislação, o terminal poderá ser administrado pela iniciativa privada, em regime de concessão remunerada e, depois de pronto, movimentará até 68.000 passageiros/ano e 3.500 toneladas de carga/ano.
Depois do boom imobiliário recente - há pelo menos 18 condomínios de luxo, um deles com 9 milhões de metros quadrados, sendo lançados ou já em implantação na cidade - a medida permitirá ao município abrir caminho não só para a instalação de empresas como definir áreas específicas para cada aplicação. A alteração no marco legal é urgente e necessária: em 2010, eram analisados de 20 a 25 processos de licenciamento urbano por semana. Hoje esse número, segundo a secretaria de Desenvolvimento Urbano, passou de 300 a 320 por semana.
Nas proximidades do futuro porto - cuja excepcional localização geográfica, com 30 metros de calado a menos de 3 km da orla, permite a operação até de embarcações VLCC de 300 mil DWT - o projeto de um condomínio industrial está em análise e pelo menos um fabricante de tintas especiais para plataformas já encaminhou consulta formal à cidade. Além da instalação do Polo Naval, a região de Jaconé foi escolhida pela Petrobras para receber o gasoduto do pré-sal.
Por conta disso, há previsão também de uma área destinada para grandes galpões de armazenamento. A nova legislação vai entrar em vigor de forma a impulsionar o aporte de capital estrangeiro. Segundo o prefeito, duas empresas italianas já assinaram cartas de intenção com o município: um estaleiro especializado em embarcações esportivas e uma montadora de carrocerias de trens, bondes e caminhões especiais.
Fonte: Ascom Prefeitura de Maricá

4- Transpetro vai retomar compra de navios do EAS
A Transpetro anunciou a retomada dos contratos de 12 navios que estavam suspensos com o Estaleiro Atlântico Sul (EAS). A decisão encerra pendência contratual entre a Transpetro, subsidiária da Petrobras, e o EAS que se arrasta há um ano. Em maio de 2012, a estatal suspendeu os contratos de 16 navios de um total de 22 que havia contratado por R$ 7 bilhões depois que o parceiro tecnológico do EAS, a coreana Samsung, saiu da sociedade do estaleiro. Em novembro do ano passado, a Transpetro autorizou a retomada de quatro dos 16 navios cujos contratos de compra e venda totalizavam R$ 5,3 bilhões.
Do primeiro ao sexto navio da Transpetro, o EAS manteve o projeto da Samsung. Os coreanos também ficaram responsáveis pelos projetos dos outro quatro navios que tiveram os contratos retomados em 2012. No total, portanto, EAS e Transpetro chegaram a acordo sobre a construção de um pacote total de dez embarcações Suezmax.
Como noticiado pelo 'ValorPRO', no dia 8 de maio, a área jurídica da Transpetro estava analisando a retirada da suspensão dos 12 navios contratados com o EAS. Fontes próximas às negociações indicaram que a Transpetro vai aproveitar a cerimônia de entrega do navio Zumbi dos Palmares pelo EAS, na segunda, na sede do estaleiro, em Ipojuca (PE), para pôr um fim no assunto. A presidente Dilma Rousseff estará presente à cerimônia. O navio Zumbi dos Palmares é um petroleiro do tipo Suezmax, com 274 metros de comprimento e capacidade para transportar 1 milhão de barris. A embarcação faz parte do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro.
A solução para retomada dos contratos suspensos com a Transpetro é aguardada com expectativa pelos acionistas do EAS. O estaleiro é controlado por Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, cada um com 50%. O EAS tem interesse em utilizar projeto da japonesa IHI Marine United, divisão de construção naval e offshore da Ishikawajima-Harima Heavy Industries (IHI), para a construção dos 12 navios restantes (da 11ª até a 22ª embarcação). Mas a aceitação dessa proposta ainda não foi comunicada oficialmente ao estaleiro.
Em junho do ano passado, o EAS anunciou parceria técnica com a IHI. Na ocasião, o mercado interpretou que o acordo poderia ser o primeiro passo para os japoneses se tornarem sócios do EAS depois da saída da Samsung. Fonte próxima das negociações disse que a IHI informou à Petrobras e ao próprio estaleiro que as aprovações finais pelo conselho de administração do grupo, para entrada da empresa no capital do EAS, deverão estar concluídas até o fim de junho. O comunicado à estatal foi feito em recente visita do presidente da IHI Corporation, Tamotsu Saito, ao Rio.
Como o 'Valor PRO' noticiou em 30 de abril, os japoneses devem ficar com 25% do EAS e uma instituição do governo japonês, possivelmente o JBIC, com 8%, perfazendo um terço do capital do estaleiro. Toda essa transação deverá estar fechada até o fim do ano. Atualmente, há 31 japoneses prestando assistência técnica ao EAS.
O Zumbi dos Palmares, a ser entregue na segunda, foi lançado ao mar em novembro do ano passado. O lançamento ao mar é o penúltimo marco na construção de um navio, antes da entrega ao armador para a operação. Após o lançamento, a embarcação passa pelos acabamentos finais no estaleiro e pela prova de mar, que verifica o seu desempenho em viagem de curta distância.
Com a entrega do Zumbi, passam a ser cinco os navios do Promef em operação: dois entregues pelo EAS (João Cândido e Zumbi dos Palmares) e três pelo Estaleiro Mauá, do Rio (Celso Furtado, Sérgio Buarque de Holanda e Rômulo Almeida). O Mauá lançou ao mar outros dois navios: o Anita Garibaldi e o José Alencar.
No total, o Promef, cuja primeira versão tem dez anos, inclui a encomenda de 49 embarcações para transporte de petróleo e derivados, de diferentes portes, a quatro estaleiros de Pernambuco e do Rio. Os investimentos totais no programa alcançam R$ 10,8 bilhões.
Fonte: Valor Econômico


II – COMENTÁRIOS

1- EUA terão carro bicombustível movido a gás  
Um consórcio formado por produtores de energia americanos pretende apresentar uma série de veículos movidos a gás natural, incluindo um utilitário esportivo BMW X3 e um Ford Mustang cupê, num esforço para despertar mais interesse no uso do combustível em carros de passageiros.
A Aliança Gás Natural da América, entidade de classe que representa mais de 20 petrolíferas da América do Norte, vai apresentar versões "bicombustíveis" de veículos populares adaptados para rodar com gás natural comprimido, ou GNC, e usar um tanque de gasolina convencional para estender o seu alcance. O grupo se recusou a adiantar mais detalhes de sua campanha de marketing.
A entidade fará uma apresentação prévia desses testes amanhã em uma unidade da distribuidora de gás natural Southern Califórnia Gas, em Los Angeles, e depois lançará campanha mais ampla de sensibilização da opinião pública no próximo mês, disseram executivos. Veículos adaptados da Ford, Chrysler e outras quatro montadoras devem integrar os modelos apresentados pela aliança.
A Chrysler, que oferece uma picape movida a gás natural, motivada pelo "boom" do gás de xisto, informou que não tem planos de produzir carros de passeio adaptados ao combustível. As montadoras têm se concentrado em veículos de passeio movidos a bateria e diesel e têm resistido a adotar mais uma alternativa de energia. "Nós não estamos atualmente envolvidos com veículos movidos a gás natural", disse um porta-voz da BMW. A Ford informou que não está envolvida no projeto da Aliança.
Esses veículos "bicombustíveis" custam milhares de dólares a mais do que os movidos a gasolina. Seus defensores dizem que os baixos preços do gás natural podem compensar essa diferença ao longo do tempo. O litro equivalente de gás natural custa entre US$ 0,58 e US$ 0,66 nos EUA, menos que o preço médio da gasolina nas bombas. Mas o custo das adaptações dos veículos não é baixo: a GM, que em dezembro começou a vender duas picapes bicombustíveis com GNC, cobra por elas US$ 11 mil a mais do que as versões a gasolina.
A aliança de gás diz que a demonstração foi elaborada para estimular o interesse do consumidor e das montadoras por carros a GNC em uma época em que a explosão na produção de gás reduziu os preços. Isso tem gerado um novo incentivo aos produtores de gás e às montadoras para desenvolver um combustível que seja mais atraente para substituir a gasolina.
Nos EUA, alguns veículos comerciais, incluindo frotas de empresas e caminhões pesados, já usam gás natural ou estão realizando testes com o combustível. Uma vantagem para esses usuários de grande escala em relação ao consumidor comum é que eles podem arcar com os custos de construção e manutenção de suas próprias bombas de abastecimento. Enquanto mais de 100 mil veículos adaptados para serem movidos a GNC estão rodando nos EUA, menos de 600 bombas foram instaladas para o público em geral.
Os produtores de gás esperam que, ao exibir veículos adaptados ao GNC, eles possam despertar um novo interesse. Analistas da indústria automobilística continuam céticos de que os fabricantes correrão para esse mercado, mesmo que o preço do gás natural caia. "Você não pode criar um veículo para este combustível até que tenhamos bombas de gás natural quase tão onipresentes quanto as de gasolina", diz Phil Gott, diretor sênior da consultora IHS Automotive.
Para ajudar a resolver essa escassez de postos, dois grandes produtores de gás se uniram a fabricantes de eletrodomésticos em projetos separados para desenvolver equipamentos de abastecimento simplificados que se conectem às linhas residenciais de gás. Executivos da indústria do gás dizem que as maiores montadoras estão dispostas a criar modelos conceituais que podem servir como balões de ensaio para futuros veículos voltados para o mercado de massa. 
Chester Dawson
Fonte: The Wall Street Journal
Texto extraído do Valor Econômico 

2- Brasil tem mais xisto, diz especialista  
As reservas de xisto brasileiras estão subestimadas, segundo o vice-diretor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), Colombo Celso Gaeta Tassinar. "A quantidade é maior do que está sendo mostrada", diz. A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que o potencial está acima dos 6,4 trilhões de metros cúbicos, que colocam o país na décima posição mundial de reservas.
Para ele, se esse potencial for explorado, todas as indústrias que utilizam gás em sua produção seriam beneficiadas com a exploração do xisto e teriam aumento de competitividade, já que o custo do xisto é menor. "As indústrias de São Paulo já estão aparelhadas para usar gás natural e o xisto teria custo mais baixo." O pesquisador estima que a exploração de cada poço custa em média US$ 10 milhões.
Mesmo considerando que a exploração do gás de xisto deve baratear o custo do gás no Brasil, Colombo acredita que o país não chegará a ter preços tão competitivos como ocorre nos Estados Unidos. Hoje o custo do gás no Brasil chega a US$ 15 por milhão de BTU (unidade de medida de gás), enquanto nos Estados Unidos, onde o xisto é utilizado em grande escala, chega a US$ 3 por milhão de BTU. "Mas vai cair em relação ao que pagamos hoje", ressalva. Ele lembra que o custo caiu nos Estados Unidos porque o país já tinha rede de gasoduto distribuída por todo o território. "Se depender de gasoduto, é altamente viável, mas no Brasil a rede ainda atinge poucos pontos."
Colombo lembra que a Petrobras nunca se interessou por xisto, já que seu foco era a exploração de petróleo, mas acredita que a petrolífera deve começar a investir na área. "Agora já se interessa, porque virou realidade. Ou entra ou fica de fora e é melhor entrar, mesmo que seja por empresa parceira", diz.
Já o superintendente-adjunto de Segurança Operacional e Meio Ambiente da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Hugo Manoel Marcato Affonso, disse que as reservas brasileiras ainda levarão um tempo para serem comercializadas. "Em dez anos essas reservas poderão ser exploradas comercialmente", acredita. Ele não soube precisar quanto investimento seria necessário para que o país consiga explorar comercialmente o gás.
O leilão para pesquisa e exploração das áreas que possuem reservas já em outubro deste ano é importante, segundo ele, para o país voltar a aumentar sua área exploratória. "O modelo de concessão do xisto será o mesmo das últimas rodadas de gás não convencional."
Para ele, o maior desafio para a exploração comercial do gás xisto é a "transferência da curva de aprendizado" para garantir a viabilização do xisto. "A regulamentação já existe. Os editais serão adaptados", diz. Dessa forma, ele acredita que haverá interesse da iniciativa privada pela exploração do gás. 
Guilherme Soares Dias e Daniela Chiaretti
Fonte: Valor Econômico

sábado, 11 de maio de 2013

IPGAP OIL & GAS & ENERGY NEWS - N° 129


I – NOTÍCIAS

1- Abraceel coordena missão para conhecer mercado de gás de xisto nos EUA
A Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), que reúne os agentes do mercado livre de eletricidade no Brasil, vai aos Estados Unidos ainda este mês para conhecer a exploração de gás de xisto. O objetivo é levantar os mecanismos regulatórios que permitiram a expansão do segmento no mercado norte-americano, bem como as soluções tecnológicas.
Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel e coordenador do Fórum de Gás Natural no Brasil, fará parte da comitiva, que terá também membros de outras entidades do setor energético, bem como representantes do poder legislativo. Os participantes visitarão o congresso norte-americano, a American National Gás Alliance e a empresa de exploração da gás Chesapeaky Energy.
“Como o mercado norte-americano, o Brasil conta com um potencial enorme de exploração de gás natural e temos de estar preparados para fazer esse segmento deslanchar”, destaca Medeiros. “Isso pode representar uma enorme fonte de novos investimentos produtivos, bem como um vetor de competitividade para a nossa indústria”, complementa. “Precisamos de uma lei urgente que efetivamente abra o mercado de gás no país e reduza o seu preço”. 
Fonte: Ascom Abraceel

2- Embrapii estará em funcionamento em 1 mês, diz Raupp
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, anunciou  que a Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) vai estar em funcionamento dentro de um mês. Ele deu a declaração em entrevista à imprensa durante a assinatura de constituição da Embrapii, uma parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério da Educação (MEC) e Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo.
O objetivo da entidade é fomentar projetos de cooperação entre empresas nacionais e instituições de pesquisa e desenvolvimento para a criação de produtos e processos inovadores. A Embrapii será uma Organização Social com capital inicial de R$ 1 bilhão para serem investidos em 2013 e 2014.
Fonte: Agência Estado
   
3- Petrobras encerra participação na OTC 2013 com sessão sobre tecnologias submarinas
Manifold. FMC 
A Petrobras encerrou a participação na Offshore Technology Conference (OTC), em Houston (EUA), na quinta-feira (10), com sessão técnica sobre tecnologia de sistemas submarinos. Além dos projetos em andamento e em teste, a companhia apresentou as perspectivas nesse segmento.
As principais vantagens desses sistemas são a antecipação da produção, o aumento no fator de recuperação (porcentagem de petróleo e gás que se consegue extrair dos reservatórios) e o aumento da capacidade de processamento das plataformas. Esse último benefício se dá porque, no caso do separador submarino de água e petróleo, a água produzida (extraída junto com o petróleo) é reinjetada no reservatório ainda no fundo do mar e, dessa forma, a capacidade da plataforma é utilizada  principalmente para a produção de petróleo.
Fábio Alves Albuquerque, engenheiro de equipamentos da área de tecnologia de equipamentos submarinos do Cenpes (Centro de Pesquisa da Petrobras) abordou as perspectivas dessas tecnologias. Ele disse que a companhia tem como um de seus focos o desenvolvimento e a disponibilização dessas tecnologias para aplicação. "Para esse objetivo, a principal meta da Petrobras é trabalhar junto com os fornecedores e outros operadores".
A sessão foi conduzida pelo coordenador do Procap - Visão Futuro (programa de desenvolvimento tecnológico em águas profundas da Petrobras), Marcos Morais, e contou com outros representantes da empresa. Técnicos da Petrobras também conduziram duas sessões na quarta-feira (8) sobre energia elétrica submarina e sobre avanços em sistemas de tubulação compostos para aplicações offshore.
Fonte: Agência Petrobras

4- Petrobras planeja construir Centro de Excelência para a Indústria Naval
Agência Petrobras 
Os planos para a construção de um centro de excelência para a indústria naval no Brasil foram o destaque da apresentação realizada pelo assessor da presidência da Petrobras para Conteúdo Local e coordenador executivo do Programa Nacional de Mobilização da Indústria do Petróleo (Prominp), Paulo Sergio Rodrigues Alonso, durante evento promovido pela Câmara de Comércio Brasil - Texas (Bratecc), que aconteceu em Houston - em evento paralelo à Offshore Technology Conference (OTC).
Paulo Alonso ressaltou que, hoje, o maior desafio para alavancar o pré-sal está na indústria naval e nos estaleiros. “O slogan da NASA cabe bem nesta situação ‘Falhar não é uma opção’. Estamos trabalhando junto com os estaleiros para que possamos atender a demanda e manter a agenda definida em nosso Plano de Negócios, eles não podem falhar. Os desafios são muitos para alcançar um benchmark no setor da construção marítima e para isso seria absolutamente essencial a parceria com empresas internacionais e universidades”, concluiu o executivo.
Hoje a média de conteúdo local nas operações de exploração e produção da Petrobras fica entre 55% e 65%. “Para os outros 35% precisamos do apoio das empresas internacionais para conseguir desenvolver nossos projetos, entendemos que a associação com empresas internacionais é a melhor solução para os gargalos tecnológicos, além do trabalho feito em parceria com universidades para alcançar resultados no longo prazo”, explicou.
Paulo Alonso ressaltou o crescimento da demanda de bens e serviços para a indústria naval nos próximos cinco anos. “Todas as contratações da Petrobras são baseadas em padrões internacionais, então sabemos quanto vai custar cada equipamento e serviços dentro do projeto”.
O executivo também destacou a política de conteúdo local da Petrobras, o Prominp, e a importância do crescimento da indústria naval brasileira. “Enquanto a produção de petróleo e gás continua crescendo com o desenvolvimento do pré-sal, as oportunidades de investimentos e parcerias no setor vão continuar a crescer para investidores de toda a cadeia de petróleo. Por conta das operações no pré-sal e pela magnitude do nosso plano de negócios,  perspectivas e particularidades da exploração em águas profundas, não podemos usar equipamentos prontos, precisamos desenvolver tecnologia de ponta e os equipamentos para atender essa demanda”, afirmou.
“As empresas internacionais interessadas em se estabelecer no Brasil são bem-vindas e poderão trabalhar em parceria com empresas brasileiras, ou mesmo sozinhas”, concluiu Paulo Alonso.
Fonte: Agência Petrobras

5- Etanol, o exemplo global  
O programa de etanol brasileiro, extraído da cana-de-açúcar, é visto como uma importante opção no campo dos combustíveis renováveis e sustentáveis. A opinião é de Cornelius Kölblin, estrategista de comunicação para gestão de marca e de marketing da BMW. O executivo falou à DINHEIRO após proferir palestra na Conferência Internacional Sustainable Brands, que acontece no Rio de Janeiro. "Uma das opções para usar esse combustivel de forma ainda mais eficiente é por meio da adoção de motores híbridos: movidos a eletricidade e etanol", disse. Para ele, o consumidor de automóveis, no futuro próximo, deverá levar em conta, na hora de decidir pela compra, não apenas o que é "queimado no tanque de combustível", mas sim a eficiência do veículo. "E nisso, o etanol pode funcionar como uma vantagem competitiva para países como o Brasil." 
Fonte: Portal IstoÉ Dinheiro


II – COMENTÁRIOS

1- OTC 2013 tem recorde no número de participantes 
TN Petróleo 
Especialistas da indústria de energia offshore em todo o mundo se reuniram entre os dias 6 e 9 de maio, na Offshore Technology Conference (OTC) no Reliant Park em Houston. A participação na conferência atingiu o número de 104.800 presentes, o segundo maior da história e um aumento de 17% em relação ao que foi registrado no ano passado.
O evento contou com 2.728 empresas que representam 40 países, incluindo 244 novos expositores em 2013. As empresas internacionais eram 39% dos expositores.
"Tivemos uma conferência ótima, com cobertura técnica ampla e profunda, apoiada por excelentes painéis e apresentações", disse Steve Balint, chairman da OTC. "Tecnologia é o coração da indústria offshore e tudo isso estava aqui em exibição na OTC 2013.", completou. 
O evento deste ano apresentou nove sessões painéis, 29 apresentações de executivos em almoços e cafés da manhã, e 298 trabalhos técnicos. Os principais porta-vozes de grandes CPI, NOCs e operadores independentes apresentaram suas opiniões sobre os desafios atuais e os caminhos futuros da indústria. A OTC reconheceu 15 tecnologias por sua inovação que permitem à indústria offshore de produzir petróleo da melhor maneira possível. 
Governadores (Texas, Alabama, Alaska, Mississippi, Carolina do Norte e Carolina do Sul) do Outer Continental Shelf Governors Coalition participaram de um painel de discussão sobre o desenvolvimento de energia offshore e da necessidade de uma maior cooperação entre os estados e o governo federal.
O secretário americano do Interior, Sally Jewell, visitou o pavilhão de exposições e uma conferência de imprensa onde falou sobre o seu compromisso de trabalhar com os líderes da indústria para garantir operações de exploração offshore de petróleo e gás ambientalmente seguras e responsáveis. 
Entre os dias 6 e 9 de maio, especialistas da indústria de energia offshore em todo o mundo se reuniram na Offshore Technology Conference (OTC) no Reliant Park, em Houston, nos Estados Unidos. A participação na conferência atingiu o número de 104.800 presentes, o segundo maior da história e um aumento de 17% em relação ao que foi registrado no ano passado. O evento contou com 2.728 empresas que representam 40 países, incluindo 244 novos expositores em 2013. As empresas internacionais eram 39% dos expositores.
"Tivemos uma conferência ótima, com cobertura técnica ampla e profunda, apoiada por excelentes painéis e apresentações", disse Steve Balint, chairman da OTC. "Tecnologia é o coração da indústria offshore e tudo isso estava aqui em exibição na OTC 2013.", completou.
O evento deste ano apresentou nove sessões painéis, 29 apresentações de executivos em almoços e cafés da manhã, e 298 trabalhos técnicos. Os principais porta-vozes de grandes CPI, NOCs e operadores independentes apresentaram suas opiniões sobre os desafios atuais e os caminhos futuros da indústria. A OTC reconheceu 15 tecnologias por sua inovação que permitem à indústria offshore de produzir petróleo da melhor maneira possível. 
Governadores (Texas, Alabama, Alaska, Mississippi, Carolina do Norte e Carolina do Sul) do Outer Continental Shelf Governors Coalition participaram de um painel de discussão sobre o desenvolvimento de energia offshore e da necessidade de uma maior cooperação entre os estados e o governo federal. O secretário americano do Interior, Sally Jewell, visitou o pavilhão de exposições e uma conferência de imprensa onde falou sobre o seu compromisso de trabalhar com os líderes da indústria para garantir operações de exploração offshore de petróleo e gás ambientalmente seguras e responsáveis. 
Ministros de Energia e altos executivos de companhias petrolíferas nacionais participaram de um painel onde eles compartilharam suas perspectivas sobre como a indústria e seus parceiros devem ajustar para enfrentar os desafios futuros de abastecimento, e como as empresas e os governos devem desempenhar o seu papel para moldar o futuro da energia. 
O príncipe da Noruega Haakon e sua esposa, a princesa Mette-Marit participaram do jantar anual da OTC no último domingo para comemorar o 40 º aniversário da participação da Noruega no evento. O jantar foi assistido por mais de 1.000 líderes da indústria e participantes da conferência, e arrecadou US$ 250.000 para o Centro de Energia Offshore. Na segunda, o casal real visitou o pavilhão de exposições, onde mais de 60 empresas norueguesas faziam parte do Pavilhão da Noruega.
Mais de 100 professores da região de Houston e 200 estudantes participaram do Instituto de Educação de Energia, onde os professores aprenderam a ensinar conceitos científicos de energia e sua importância. Os alunos participantes viram em primeira mão, as oportunidades interessantes que a indústria do petróleo e gás pode oferecer.
A OTC também apresentou o prêmio Distinguished Achievement Award 2013 para Ken Arnold, OTC Heritage Awards para James Brill e Dendy Sloan, e o prêmio Distinguished Achievement Award para empresas, organizações ou instituições.  A OTC 2014 já está confirmada e irá acontecer entre os dias 05 e 08 maio, mais uma vez no Reliant Park, em Houston, no Texas.
Fonte: OTC

2- Produção de petróleo cai 10% no 1º trimestre  
Em março, produção nacional atingiu o pior nível desde dezembro de 2008, com paradas para manutenção de plataformas e o adiamento da entrada de novos projetos este ano.
A produção brasileira de petróleo despencou no primeiro trimestre de 2013, fechando o período em 2,063 milhões de barris por dia, queda de 9,6% com relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi bastante impactado pela produção de março, que ficou em 1,958 milhão de barris por dia, a pior média desde dezembro de 2008.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o resultado de março teve influência de paradas para manutenção nas plataformas dos campos de Ostra e Argonauta, operados pela anglo-holandesa Shell, Peregrino, operado pela norueguesa Statoil, e Marlim Sul, o maior produtor brasileiro de petróleo, operado pela Petrobras - todos eles na Bacia de Campos.
Para o analista Walter de Vitto, da consultoria Tendências, dois fatores têm prejudicado o desempenho do setor petrolífero brasileiro. "Há uma questão conjuntural, que é uma maior obrigação com paradas para manutenção, além da frustração da produção da Petrobras e de algumas empresas privadas no Brasil", comentou.
Houve efeito de paradas para manutenção também nas estatísticas de produção do mês de fevereiro, que apresentou queda de 8,5%, mesmo com a entrada de duas novas plataformas em operação -nos projetos Sapinhoá e Baúna, no pré-sal da Bacia de Santos.
O mau desempenho da produção nacional tem provocado estragos na balança comercial brasileira: no primeiro trimestre, as importações de petróleo bruto cresceram 21,52%, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento (Secex), para US$ 3,6 bilhões.
Vitto vê uma recuperação na produção nos próximos meses, com a chegada de novas plataformas da Petrobras e o retorno do campo de Frade, da Chevron. Mesmo assim, a expectativa do mercado é que a produção brasileira de petróleo termine 2013 no mesmo nível de 2012.
Em seu planejamento estratégico, a Petrobras prevê crescimento de produção apenas a partir de 2014. Este ano, sua produção no Brasil será, em média, de 2 milhões de barris por dia, mesmo nível dos dois últimos anos. Em 2016, a meta é atingir os 2,5 milhões de barris por dia.
A produção brasileira de petróleo chegou a bater 2,3 milhões de barris por dia no final de 2011, mas nos últimos meses de 2012 vinha oscilando em torno dos 2,1 milhões de barris, cerca de 10% proveniente de projetos operados por empresas privadas, que vinham colaborando para manter o volume acima dos 2 milhões de barris por dia.
Já a produção brasileira de gás natural vem batendo sucessivos recordes e chegou a 77,3 milhões de metros cúbicos por dia em março, com grande influência do consumo para geração de energia. 
Fonte: Brasil Econômico

sexta-feira, 3 de maio de 2013

IPGAP OIL & GAS & ENERGY NEWS - N° 129


I- NOTÍCIAS

1- Presidente da Petrobras profere aula inaugural nos 50 anos da Coppe
A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, ministrou hoje (3/5) no Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ) a aula inaugural "Os desafios da Petrobras e do setor de petróleo e a parceria com a universidade". A conferência fez parte da programação comemorativa dos 50 anos da instituição.
Durante a palestra, Graça Foster destacou a importância dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) para a execução do Plano de Negócios e Gestão da Petrobras e também para a democratização do conhecimento. "Pesquisa não anda sem negócios, e vice-versa. Nesse contexto, temos que trabalhar sempre em rede, promovendo a democratização do conhecimento na área de energia". 
Atualmente a Petrobras promove 49 redes temáticas de conhecimento, que envolvem 88 universidades brasileiras e instituições de ciência e tecnologia. A Coppe participa de 34 das redes temáticas. De acordo com a presidente, é importante que essas redes trabalhem sempre em sintonia com os projetos da Petrobras. "Existe um trabalho muito forte com as universidades para contribuir na carteira de projetos da Petrobras. É um desafio grande levar a produção de conhecimento para os projetos", afirmou. 
Petrobras e a Coppe
Só em 2012, a Petrobras investiu US$ 1,1 bilhão de recursos associados aos investimentos obrigatórios em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e em treinamento. Antes da aula inaugural, a presidente visitou o Núcleo Interdisciplinar de Dinâmica dos Fluidos (NIFD), inaugurado em março de 2013, onde são estudadas soluções para os atuais desafios da indústria de petróleo. O núcleo, com 5.400 m² de área construída, conta com três laboratórios para estudos sobre processos de escoamento de óleo e gás. 
A cooperação entre a Coppe e a Petrobras teve início nos anos 70, quando a Companhia firmou com a instituição um acordo de cooperação para superar os desafios da exploração e produção de petróleo no mar. Até hoje a parceria já gerou mais de 2 mil projetos de pesquisa, formou centenas de mestres e doutores e resultou na criação de cursos de pós-graduação lato sensu e de especialização. A presidente Graça Foster é mestre em Engenharia Química e pós-graduada em Engenharia Nuclear pela Coppe/UFRJ.
Fonte: Agencia Petrobras

2- Queda nas vendas de petróleo surpreendeu "até os pessimistas"  
A forte queda nas exportações de petróleo, de 55%, ou US$ 1,6 bilhão em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, "surpreendeu até os mais pessimistas", segundo comentava ontem o presidente-executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, ele mesmo um dos analistas mais ouvidos e mais cautelosos em relação ao desempenho do comércio exterior. Também chamou atenção o impacto, nas estatísticas, do registro de importações de combustíveis realizada no ano passado, que distorce os resultados da balança comercial. Nesse caso, o intrigante é a incapacidade do governo em explicar por que mercadorias importadas há mais de quatro meses ainda não foram computadas no balanço do comércio exterior.
A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, deixou claro, ontem, que tem buscado dar transparência aos dados, informando o quanto existem de compras ainda não registradas oficialmente. Recomendou que se buscasse a resposta na Petrobras ou na Receita. O Valor, que já recebeu da Petrobras a informação de que não há "resíduos" a registrar de suas importações de 2012, voltou ontem a procurar a Receita Federal, pedindo explicações. Não teve resposta, até o fechamento desta edição.
José Augusto de Castro nota que, apesar dos registros de importações atrasadas de petróleo, em abril houve, oficialmente, redução de 22,6% na importação desse produto. A compra dos demais combustíveis (gasolina, para consumo doméstico, por exemplo), neutralizou a queda, porém, e gerou aumento de 0,1% nas importações do item combustíveis e lubrificantes.
Não há dúvida, porém, de que o aumento do consumo interno foi o maior promotor do déficit no comércio. No primeiro quadrimestre, caíram em 3% as exportações, enquanto as importações cresciam 10%, em comparação com o mesmo período de 2012. "Temos a impressão de que é a população das classes C e D chegando ao mercado de consumo", comentou Castro.
Há pontos positivos nos últimos resultados do comércio exterior: o déficit recorde até agora representa apenas 8,6% das exportações totais, proporção menor que os 21% de 1995, ou os mais de 11% de 1998 e 1997. E, apesar da queda nas vendas aos EUA e Europa, o mercado argentino, terceiro maior para o Brasil aumentou em quase 19% as importações de produtos brasileiros, principalmente automóveis. É o segundo mês consecutivo de mais vendas à Argentina, graças à suspensão de barreiras. E ao aumento de consumo, lá também. 
Sergio Leo
Fonte: Valor Econômico 

3- Produção de petróleo cai 8,2% em relação a fevereiro
Fonte: Revista TN Petróleo, Redação 
Segundo boletim divulgado nesta sexta-feira (3) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção de petróleo e gás natural no Brasil, no mês de março, foi de aproximadamente 1.853 Mbbl/d (mil barris por dia) e 77,3 MMm³/d (milhões de m³ por dia), respectivamente, totalizando em torno de 2.339 Mboe/d (mil barris de óleo equivalente por dia).
A produção de petróleo no país foi de aproximadamente 1.853 Mbbl/d, uma redução de cerca de 11,2% na produção de petróleo se comparada com o mesmo mês em 2012, e 8,2% se comparada ao mês anterior.
Segundo a agência reguladora, o principal motivo para essa redução foram as paradas programadas para manutenção das plataformas FPSO Espírito Santo, nos campos de Ostra e Argonauta, FPSO Maersk Peregrino, no campo de Peregrino, e P-54, no campo de Roncador.
GN
A produção de gás natural foi recorde, chegando a aproximadamente 77,3 MMm³/d, um aumento de cerca de 16,6% se comparada ao mesmo mês em 2012, e 0,9% se comparada ao mês anterior.
O campo com maior produção continua sendo Manati, na Bacia de Camamu, com produção média de 6,6 MMm³/d.
Pré-sal
A produção diária do pré-sal foi de 288,9 mil barris de petróleo e 9,7 milhões de metros cúbicos de gás natural, totalizando 349,6 mil barris de óleo equivalente. Essa produção teve origem em 26 poços: 5 no campo de Baleia Azul, 3 no de Jubarte, 3 no de Linguado, 4 no de Lula, 2 em Marlim Leste, 3 em Pampo, 2 em Sapinhoá, 1 em Trilha, 1 em reservatório compartilhado pelos campos de Caratinga e Barracuda, 1 em reservatório compartilhado por Marlim e Voador e 1 no campo de Pirambu, que iniciou a produção em março.
Campos produtores
Os campos marítimos foram responsáveis por 87,1% da produção de petróleo e 75% da produção de gás natural no mês de março. Os operados pela Petrobras foram responsáveis por 96,8% da produção nacional.
O maior produtor de petróleo foi o campo de Marlim Sul, na bacia de Campos, e também o terceiro maior produtor de gás natural, com produção média de 330,3 mil barris de óleo equivalente por dia. O campo de Carmópolis teve o maior número de poços produtores, totalizando 1.119 poços.

4- Petrobras vende participação em blocos no México 
A Petrobras anunciou  a venda da participação de 20% nos blocos exploratórios KC 49, 50, 92, 93, 94 e 138 no Golfo do México, Estados Unidos. Estes blocos compõem o ativo denominado Gila e têm como operadora a British Petroleum (BP). A Petrobras receberá pela transação US$ 110 milhões, além da participação em um bloco exploratório, adjacente ao campo de Tiber, no qual a estatal já está presente e aonde já houve descoberta.
"Esta operação faz parte do programa de desinvestimento da Petrobras, previsto no Plano de Negócios e Gestão 2013-2017, e sua efetivação está sujeita à manifestação acerca do exercício do direito de preferência e à aprovação do Bureau of Ocean Energy Management (BOEM), órgão regulador nos Estados Unidos", informa a empresa em comunicado ao mercado.
Fonte: AE - Agencia Estado

5- Paradas programadas da Petrobras diminuirão no 2º semestre - Diretor
As paradas programadas da Petrobras ainda acontecerão no segundo trimestre, como estava previsto, mas vão diminuir no segundo semestre, elevando a produção de petróleo no período, disse o diretor de Exploração e Produção da estatal, José Formigli, durante uma teleconferência para apresentação dos resultados no início da semana. 
A produção de petróleo e gás da estatal caiu 5 por cento no primeiro trimestre ante o mesmo período de 2012, para 2,552 milhões de barris ao dia, devido principalmente às paradas de manutenção, informou a empresa na sexta-feira. 
O lucro líquido da Petrobras recuou 17 por cento no primeiro trimestre, para 7,7 bilhões de reais. O resultado, no entanto, ficou acima da expectativa do mercado. 
A meta da empresa é manter elevado o nível de processamento em suas refinarias, o que permitirá reduzir as importações de derivados de petróleo e, por consequência, os custos do produto vendido, disse o diretor de Abastecimento da estatal, José Carlos Cosenza. 
Segundo ele, a área de refino está operando no limite, mas de forma segura, sem que deixem de ser realizadas as manutenções necessárias. 
A empresa planeja, inclusive, fazer uma parada importante ao final do ano. 
As ações da Petrobras operavam em alta de quase 5 por cento às 12h36, enquanto o Ibovespa subia 0,7 por cento. 
INVESTIMENTOS 
A Petrobras mantém sua meta de investimento no ano de 2013 em 48 bilhões de dólares, após investir 10 bilhões de dólares no primeiro trimestre, disse o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, durante a teleconferência. 
Os investimentos totais previstos no Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 somam 236,7 bilhões de dólares --maior programa empresarial de gastos do mundo. O plano divulgado em março previu um aumento nos investimentos em exploração e produção.
Fonte: Agência Reuters


2- COMENTÁRIOS

1- OTC 2013, HOUSTON TEXAS

2- Flutuações da conta-petróleo e a balança comercial 
Fonte: Noticiário cotidiano - Indústria naval e Offshore 
Neste começo de ano, os números da balança comercial apresentaram um resultado aparentemente contrário às expectativas. No entanto, uma análise mais profunda sobre as reais causas do déficit registrado no primeiro trimestre aponta para a causa principal: a manutenção porque ora passam as unidades de extração de petróleo situadas na Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro.
Em nota oficial, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que, em fevereiro, a produção de petróleo havia caído 8,5% em razão desta manutenção. Informou também que a queda foi parcialmente compensada pela entrada em operação de três plataformas do pré-sal.
É fato que nos últimos anos o Brasil tornou-se um grande exportador de "combustíveis minerais, óleos minerais e produtos da sua destilação, matérias betuminosas e ceras minerais". É assim que denominamos o capítulo 27 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM 27), a lista que descreve de forma técnica os bens comercializados pelo Brasil. As estatísticas do fluxo comercial brasileiro utilizam esta classificação e ficam à disposição dos cidadãos no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O impacto da manutenção programada na Bacia de Campos é temporário e será revertido
A série histórica destes dados revela que, em 2001, foram exportados US$ 2,9 bilhões por esse capítulo (4,9% da pauta de exportação brasileira) e, em 2012, este valor chegou a US$ 26,5 bilhões, o equivalente a 11% da pauta de exportação. Para que se compreenda melhor quão importante é esse percentual, basta lembrar que, em 2012, os "minérios" representaram 13,7 % de toda a pauta.
Esta manutenção programada das unidades de extração na Bacia de Campos gera dois efeitos simultâneos no saldo comercial: a redução da produção diminui o valor exportado e aumenta as importações. O fato é que o saldo comercial deste começo de ano está sendo fortemente impactado pela performance, conjuntural, de apenas um produto, e este produto terá importância ascendente em nossa pauta de exportações no médio prazo. Quando isto ocorrer, o saldo comercial brasileiro tenderá a ser maior do que antes.
Para entender melhor o efeito da "conta-petróleo" no início deste ano, temos que, primeiro, considerar que a corrente de comércio do Brasil (a soma das exportações e das importações do país) permaneceu praticamente estável quando comparamos o primeiro trimestre de 2013 com o primeiro trimestre de 2012: US$ 106,8 bilhões, agora, em comparação com US$ 107,7 bilhões no ano anterior.
No entanto, quando analisamos os fluxos de petróleo da NCM 27, identificamos que, além de um grande aumento destas importações, tivemos uma redução significativa do volume exportado. Ao mesmo tempo em que as importações aumentaram 26,2%, saltando de US$ 8,9 bilhões no acumulado janeiro-março de 2012 para U$ 11,3 bilhões no acumulado do mesmo período de 2013, tivemos uma queda de 49% no volume exportado. O déficit total acumulado de janeiro a março é de US$ 5,15 bilhões, sendo que o déficit da "conta petróleo" é de US$ 7,6 bilhões. Os demais produtos da pauta apresentaram superávit de US$ 2,48 bilhões neste período.
Podemos tirar duas importantes conclusões. A primeira é que, numa projeção, sem a manutenção programada, poderíamos ter iniciado o ano com um saldo comercial de cerca de US$ 3,6 bilhões. A segunda é a constatação de que a crescente importância da produção de petróleo no Brasil ainda não é devidamente compreendida e muito menos considerada nas análises sobre o presente e o futuro da economia brasileira. Neste aspecto, cabe ressaltar que, segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), enquanto as exportações de petróleo de todos os países cresceram 5,2 vezes de 2002 a 2012, as exportações brasileiras aumentaram nove vezes.
Podemos tirar duas importantes conclusões. A primeira é que, numa projeção, sem a manutenção programada, poderíamos ter iniciado o ano com um saldo comercial de cerca de US$ 3,6 bilhões. A segunda é a constatação de que a crescente importância da produção de petróleo no Brasil ainda não é devidamente compreendida e muito menos considerada nas análises sobre o presente e o futuro da economia brasileira. Neste aspecto, cabe ressaltar que, segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), enquanto as exportações de petróleo de todos os países cresceram 5,2 vezes de 2002 a 2012, as exportações brasileiras aumentaram nove vezes.
As informações sobre a evolução do emprego formal da indústria também revelam este crescimento. De 2006 a 2012, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, aumentou em 30% o emprego formal na Divisão de Indústria "Extração de Petróleo de Gás Natural". Já a Divisão "Extração de Coque, de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis" apresentou crescimento de 66% no mesmo período, chegando a 162 mil vagas ativas em 2012. Neste primeiro trimestre de 2013, esta divisão empregou mais 6,4 mil trabalhadores, contribuindo significativamente para o crescimento do emprego formal na indústria.
Com os atuais investimentos na exploração do petróleo, teremos, no médio prazo, aumento de exportações e uma simultânea redução de importações, pois nossa produção diária irá saltar dos atuais 2 milhões de barris por dia para 4,2 milhões de barris por dia em 2020.
Isso sem contar com a exploração de reservas ainda não descobertas, para o que há uma intensa movimentação de grandes multinacionais. Prova disto é que 71 empresas, de 18 países, apresentaram propostas para exploração de três territórios ultramarinos que constam na 11ª rodada de Licitações da ANP, marcada para maio.
Como a queda da produção da Bacia de Campos é temporária - e sendo esta queda minimizada pela entrada em operação de campos do pré-sal -, podemos esperar uma reversão deste quadro ainda neste ano, revelando o surgimento de um novo tempo para a economia brasileira. O pré-sal já contribui para atenuar nosso déficit de petróleo e derivados e, em breve, vai gerar um novo excedente cambial, que deverá ser devidamente considerado nas futuras previsões sobre o saldo comercial e o volume de investimento estrangeiro no Brasil.
Leonardo Pontes Guerra, economista, doutor em geografia pela PUC-MG, é chefe da assessoria econômica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Fonte: Valor Econômico/Leonardo Pontes Guerra