segunda-feira, 26 de novembro de 2012

IPGAP OIL & GAS & ENERGY NEWS - N° 109


I –  NOTÍCIAS

1- Presidente da Petrobras confirma Refinaria no Ceará 
Durante sessão no plenário do Senado Federal, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) destacou a audiência que teve com a Presidente da Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras, Maria das Graças Foster, para discutir um projeto que é emblemático para o Ceará: a Refinaria Premiun II.
“Não se trata da redenção do Ceará, um Estado sempre muito castigado pelo clima, pelas secas prolongadas que estamos vivenciando agora, mas se trata de um projeto de impulsão do desenvolvimento, com o qual nós trabalhamos há muitos e muitos anos”, disse Inácio à presidente da Petrobrás.
A refinaria Premium II vai processar 300 mil barris de petróleo/dia, que tinham inicialmente como destino a exportação. Mas, em face do desenvolvimento do nosso País, do nosso crescimento mais acelerado, este projeto volta-se para o consumo interno. É o povo brasileiro que está precisando de mais energia e, portanto, de mais petróleo e de mais refino para garantir o suprimento nacional.
Projeto irreversível
Diante dessa realidade, posta pelo senador Inácio Arruda, a Presidente da Petrobras garantiu que a refinaria Premium é irreversível, tenha sócio ou não tenha sócio. “A Petrobras está aberta. O projeto é bem-vindo. Se surgir um sócio, será bem recebido pela Petróleo Brasileiro S.A”, disse Graça Foster.
Essa decisão, segundo Inácio Arruda, é muito importante para o Ceará. “Digo uma vez mais: não se trata da redenção, mas se trata de uma impulsão jamais alcançada pelo nosso Estado”. É um investimento de US$15 bilhões, que não se traduz apenas na construção de uma refinaria, , Trata-se de um número significativo de empresas que giram em torno de um empreendimento desse porte, seja na área industrial, seja na área de serviços, que vão, portanto, incrementar o crescimento econômico e o desenvolvimento do Ceará, com impacto na Região Nordeste. “E isso foi fruto de uma decisão política de um projeto mais arrojado, que é o projeto a que nós assistimos e que vem avançando inicialmente com o Lula e agora com a Presidente Dilma Rousseff”, destacou.
Mais Petróleo em Paracuru
Ainda durante sua fala, Inácio Arruda informou, que há poucos meses, a 70 quilômetros do município de Paracuru, na plataforma continental, a 5,5 mil metros de profundidade, a Petrobras, em um único furo, localizou uma jazida de 300 milhões de barris de petróleo presumíveis. “Isso é uma riqueza. Só isso já vale 20 refinarias”, disse. “Mas a Petrobras resolveu fazer um Poço II, e a nossa expectativa é de que ele ainda seja melhor do que o Poço I”. E acrescentou: “nós vamos assim unindo a construção da refinaria com a descoberta de óleo ali no nosso Estado, no Ceará. Vai ficar mais fácil refinar. Nós não vamos precisar fazer grandes transportes. Vamos refiná-lo ali mesmo, no Pecém, na refinaria Premium II”, concluiu.
Fonte: Correio do Brasil

2- Estudo da Antaq revela novo potencial hidroviário do País
Fonte: A Tribuna
Cerca de 25 mil quilômetros de vias navegáveis podem ser utilizados para o transporte de cargas em todo o país. A extensão é quase o dobro do que o governo considerava originalmente. Os novos dados integram o Plano de Desenvolvimento Hidroviário, divulgado nesta quarta-feira pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que elaborou o estudo. Até então, a União trabalhava com apenas 13 mil quilômetros de vias capazes de movimentar mercadorias.
O estudo foi apresentado no primeiro dia da sétima edição do Seminário SEP de Logística, promovida pela Secretaria de Portos (SEP) em parceria com a Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra). ). 
A divulgação dos primeiros dados do estudo provou que nem mesmo as autoridades tinham conhecimento do potencial hidroviário do País – característica estratégica para o desenvolvimento nacional, considerando que uma barcaça é capaz de transportar 4,4 mil toneladas, total que demandaria 110 vagões ou 220 caminhões.
A apresentação do plano integrou o primeiro painel do seminário, que tratou da integração dos modais de transporte de cargas. O estudo foi debatido pelo gerente de Desenvolvimento e Regulação da Navegação Interior da Antaq, Adalberto Tokasrsk. Apesar do grande potencial, existem fatores que podem dificultar o desenvolvimento do setor hidroviário. Um deles é o clima, que pode mudar a profundidade e o fluxo dos rios. Outra questão que deve ser levada em conta é o desenvolvimento energético. 
Neste caso, a falta de planejamento na construção de usinas hidrelétricas prejudica a navegação. Em estruturas como as de Itaipú, no Paraná, e Santo Antonio, em Rondônia, a instalação de eclusas não foi um item obrigatório no projeto. Isto compromete o transporte de cargas pelos rios. 
“Com esse destaque, todo o planejamento muda. Podemos começar a estudar a integrar o Mercosul pelas hidrovias e acessar o Oceano Pacífico, encurtando as distâncias para a China, que é o nosso maior comprador das commodities agrícola e mineral”, destacou o secretário-executivo da Abtra, Matheus Miller. 
Os últimos ajustes no pacote de concessões para os portos, que deve ser anunciado pela Presidência da República nos próximos dias, foram responsáveis por duas ausências no seminário da SEP ontem. O presidente da Empresa Brasileira de Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, e o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Tiago Lima, não participaram do evento pois tiveram de permanecer em Brasília para participar de reuniões sobre o projeto.
Esses encontros também levaram o ministro dos Portos, José Leônidas Cristino, a antecipar sua partida, que ocorreu logo após a cerimônia de abertura, pela manhã. Durante sua rápida participação na solenidade, Cristino não falou sobre o pacote do Governo para o setor. “Todos querem que eu fale do novo modelo, mas, evidentemente, não vou falar”, afirmou. 
O ministro disse apenas que há a intenção de incentivar a participação da iniciativa privada no setor portuário e integrar os investimentos do segmento aos já divulgados para os setores rodoviário e hidroviário, que somam R$ 133 bilhões. 

3- Colapso de Manguinhos expõe distorção do subsídio à gasolina 
A queda das ações da Refinaria de Petróleos de Manguinhos SA, pior desempenho do setor na América Latina este ano, está mostrando aos investidores como os subsídios aos combustíveis restringem a viabilidade econômica de refinarias fora da esfera estatal.
Manguinhos, sediada no Rio de Janeiro, vinha tentando reduzir sua carga fiscal usando precatórios comprados com desconto para pagar impostos devidos ao estado do Rio. Com a recusa do estado em receber os pagamentos dessa forma, o assunto foi parar na justiça.
As ações despencaram depois que o governador Sérgio Cabral publicou um decreto em 15 de outubro declarando a área em que se situa Manguinhos como de "utilidade pública e interesse social, para fins de desapropriação." Cabral disse que usaria a área para construir um conjunto habitacional para a população de baixa renda, e também para saldar as dívidas fiscais da refinaria.
O presidente da empresa, Paulo Henrique Menezes, disse que a Manguinhos não pode continuar em atividade com a atual política de preços de combustíveis, pois a estatal Petróleo Brasileiro SA está vendendo gasolina abaixo do custo para ajudar a manter a inflação sob controle. A Petrobras gastou R$ 17,3 bilhões este ano para manter os subsídios.
"Não uso os precatórios como uma ferramenta para ganhar dinheiro, uso como uma ferramenta pra poder sobreviver", Menezes disse em entrevista por telefone. "A gente vive num cenário de mais de dez anos onde a gasolina é subsidiada pelo governo e pela Petrobras. É um fato notório que a Petrobras divulga quase todos os dias que cada vez que importa gasolina, perde dinheiro."
As negociações com ações da Manguinhos foram suspensas em São Paulo por uma semana depois do decreto, e caíram 68 por cento quando retomadas em 23 de outubro, para R$ 0,27, reduzindo o valor de mercado da empresa para R$ 241 milhões de reais.
Embora o papel tenha se recuperado para R$ 0,33 centavos até ontem, acumula retorno negativo de 78 por cento este ano para os investidores, o pior entre as 29 empresas de energia negociadas em bolsas da América Latina e do Caribe, segundo dados da Bloomberg.
A Petrobras não quis comentar, segundo assessora de imprensa que não pôde se identificar devido à política da empresa.
"O Governo do Rio de Janeiro vai desapropriar toda a área da Refinaria de Manguinhos, que será usada para urbanização e projetos habitacionais destinados à população de baixa renda, após descontaminação", disse o governo em comunicado enviado por e-mail pela sua assessoria de imprensa, respondendo ao pedido de informações da Bloomberg. 
"No local do imóvel pode ser construído um novo bairro planejado, com apartamentos, escolas, áreas de lazer, postos de saúde, biblioteca, dentre outros equipamentos públicos. Não há negociação do ICMS devido pela empresa. A Refinaria de Manguinhos deve pagar como pagam milhares de empresários no Estado." 
Fabiola Moura
Fonte: Revista Exame 

4- Eficiência verde 
Em que pesem os altos e baixos dos temas socioambientais na política dos países e a crise financeira internacional, o investimento em tecnologias verdes e energias renováveis, setor que se converteu em um mercado lucrativo nos últimos anos, continua a atrair capitais. Em apenas três anos, só na área de energia, o faturamento quase dobrou, alcançando " 198 bilhões, segundo estudo da ONG ambientalista WWF, com crescimento médio de 31% ao ano entre 2008 e 2010. Apesar do ritmo mais lento no ano passado, de 11%, o desempenho ainda é superior ao de outros setores.
A organização prevê que até 2015 o mercado de tecnologias verdes atinja entre " 240 bilhões e " 290 bilhões, com maior participação das renováveis no mix energético mundial. É na área de eficiência energética que se dá o maior crescimento (22%), seguido de equipamentos voltados para a energia solar (11%). Este segmento é puxado sobretudo pela China que desbancou a União Europeia e respondeu no último ano por um crescimento de "13 bilhões em tecnologia verde, chegando a " 57 bilhões.
A confiança dos empresários na expansão dos negócios relacionados a tecnologias limpas também está mantida, segundo o International Business Report 2012 da consultoria Grand Thornton, publicado este ano. O IBR revelou que 68% dos executivos desse setor, das mais de 11 mil empresas entrevistadas em vários países, esperam aumentar as receitas, e 62% preveem elevar os lucros. A confiança é justificada pela necessidade de reduzir custos de produção (52%) e pelos "lucros comerciais" que eles esperam obter (45%).
A preocupação com o meio ambiente embora ainda seja importante, deixou de ser a principal razão da adoção de tecnologias limpas. No longo prazo, os executivos sabem que a conservação dos recursos naturais representa um ganho para a saúde do planeta, mas acreditam que, em um horizonte mais próximo, é também um bom negócio. Tanto que 52% dos entrevistados esperam gastar mais em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e 51% planejam investir em máquinas e equipamentos mais eficientes.
"Promover o crescimento de empresas com soluções inovadoras de tecnologias limpas é uma necessidade diante da competitividade no mercado internacional", resume Paulo Sérgio Dortas, líder da área de auditoria, tributos e consultoria da Grant Thornton Brasil. Ele chama atenção para as oportunidades dos países emergentes, entre os quais, o Brasil, nesse momento de crise dos mercados mais maduros. "No Brasil, esse tema ainda é recente mas com certeza a médio prazo estaremos em melhor situação."
O desafio começa justamente na energia eólica, uma das maiores promessas na área de energias renováveis. Apesar do enorme potencial a ser explorado e a perspectiva de crescimento dessa fonte na matriz energética, o Brasil está correndo para recuperar o atraso. "O Brasil adotou uma posição passiva de importador de tecnologia", afirma Flávia Pereira de Carvalho, pesquisadora do núcleo de inovação da Fundação Dom Cabral. "Enquanto as multinacionais vieram aqui para produzir a tecnologia que desenvolveram por meio de incentivo nos mercados de origem, a China optou por absorver o conhecimento que já existia nessas empresas e hoje é responsável por boa parte das instalações de manufatura de equipamentos eólicos."
Agora, com a necessidade de atender a exigência de nacionalização de 60% dos componentes, incluída nos financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as grandes empresas de geração eólica começam a investir em tecnologia nacional. A Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), que representa a cadeia produtiva, pretende incentivar esse investimento, criando uma plataforma de inovação, cuja chamada pública está prevista para março de 2013. O objetivo é reunir indústria, instituições de pesquisa e universidades e criar um ambiente facilitador de investimento em tecnologia nacional e mão de obra qualificada que atenda a demanda. "O que interessa é produzir recursos internamente", afirma Élbia Melo, presidente executiva da Abeeólica.
O mesmo atraso ameaça o desenvolvimento da energia solar, alerta Carlos Del Pupo, diretor da Keyassociados e da WayCarbon. Segundo ele, outros países têm políticas internacionais de incentivo, mas o Brasil ainda não conta com uma política de crédito e fiscal para desencadear a implantação efetiva dessas tecnologias. "Atualmente o modelo adotado é o leilão, onde todas as fontes concorrem igualmente. Se não forem criados atrativos para consumidores, empresas e investidores, o risco é de correr atrás do prejuízo de novo", diz.
Os especialistas reconhecem que houve avanços nas políticas públicas de fomento à pesquisa e inovação, que têm recebido recursos crescentes em setores-chave, como o de energias renováveis e eficiência energética. O BNDES lançou este ano uma linha de crédito com orçamento de R$ 360 milhões para projetos voltados a essas áreas, além de eficiência em transporte, combate à desertificação, melhorias na produção de carvão vegetal e aproveitamento energético do lixo. E mantém o Fundo de Inovação em Meio Ambiente, com foco direcionado para empresas inovadoras em estágio inicial, voltadas para o desenvolvimento de tecnologias limpas.
Além disso, em conjunto com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o banco desenvolve o PAISS, voltado para projetos de P&D com o etanol de segunda geração e novas tecnologias industriais de biomassa de cana.
Na busca de aplicações de energias sustentáveis, a Finep também desenvolve outras linhas de crédito, tais como o Brasil Sustentável, programa lançado este ano, que vai aplicar R$ 2 bilhões no desenvolvimento de smart grids, mobilidade e transportes urbanos sustentáveis, reciclagem de resíduos, saneamento, redução dos efeitos de mudanças climáticas e outros. 
Fonte: Valor Economico / Martha San Juan França


II - COMENTÁRIOS

1- Comissão cobra da Petrobras explicações sobre Refinaria Pasadena
A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a convocação do presidente da Petrobras America Inc., José Orlando Melo, para explicar as razões da compra pela estatal da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. O Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União (TCU) também já pediram explicações à Petrobras sobre o negócio.
A Petrobras deve amargar um prejuízo milionário com a venda da refinaria, um dos ativos que ela pretende ofertar ao mercado, em atendimento ao programa de desinvestimentos que integra o Plano de Negócios 2012-2016.
Após anos de batalha judicial com sua sócia, uma trading belga, a petroleira brasileira fechou no primeiro semestre um acordo para aquisição de 100% da refinaria, localizada no Estado do Texas.
Ao todo, a Petrobras pagou US$ 1,18 bilhão, em duas etapas, para comprar uma refinaria que, há sete anos, custou US$ 42,5 milhões à sua agora ex-sócia, quase 28 vezes a menos. O acordo extrajudicial foi firmado com a Astra Oil Trading NV.
O requerimento para a convocação do presidente da subsidiária da Petrobras nos Estados Unidos foi apresentado pelo deputado federal Maurício Quintella (PR-AL), integrante da Comissão de Minas e Energia da Câmara.
Na quarta-feira (21), de maneira unânime, os deputados da comissão decidiram aprovar o requerimento de Quintella. Ainda não há data para José Orlando Melo apresentar-se à comissão.
Ao adquirir 50% do controle da refinaria, em 2006, a Petrobras pagou US$ 360 milhões. Este ano, petroleira decidiu pagar mais U$ 820 milhões à Astra Oil Trading NV para assumir os restantes 50% da sócia. A Petrobras não comentou a convocação do executivo pela Comissão de Minas e Energia da Câmara.
A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a convocação do presidente da Petrobras America Inc., José Orlando Melo, para explicar as razões da compra pela estatal da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. O Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União (TCU) também já pediram explicações à Petrobras sobre o negócio.
A Petrobras deve amargar um prejuízo milionário com a venda da refinaria, um dos ativos que ela pretende ofertar ao mercado, em atendimento ao programa de desinvestimentos que integra o Plano de Negócios 2012-2016.
Após anos de batalha judicial com sua sócia, uma trading belga, a petroleira brasileira fechou no primeiro semestre um acordo para aquisição de 100% da refinaria, localizada no Estado do Texas.
Ao todo, a Petrobras pagou US$ 1,18 bilhão, em duas etapas, para comprar uma refinaria que, há sete anos, custou US$ 42,5 milhões à sua agora ex-sócia, quase 28 vezes a menos. O acordo extrajudicial foi firmado com a Astra Oil Trading NV.
O requerimento para a convocação do presidente da subsidiária da Petrobras nos Estados Unidos foi apresentado pelo deputado federal Maurício Quintella (PR-AL), integrante da Comissão de Minas e Energia da Câmara.
Na quarta-feira (21), de maneira unânime, os deputados da comissão decidiram aprovar o requerimento de Quintella. Ainda não há data para José Orlando Melo apresentar-se à comissão.
Ao adquirir 50% do controle da refinaria, em 2006, a Petrobras pagou US$ 360 milhões. Este ano, petroleira decidiu pagar mais U$ 820 milhões à Astra Oil Trading NV para assumir os restantes 50% da sócia. A Petrobras não comentou a convocação do executivo pela Comissão de Minas e Energia da Câmara.

2- Rio poderá perder R$ 77 bilhões até 2020 
Uma eventual sanção presidencial na íntegra do Projeto de Lei 2565/11, aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 6, redistribuindo os recursos financeiros provenientes da exploração do petróleo, poderá afetar drasticamente a economia do estado do Rio e inviabilizar as finanças de dezenas de municípios que têm a maior parte de suas receitas baseada na arrecadação de royalties e de participação especial. Cálculos do governo do Rio divulgados hoje (22) indicam que o estado perderá R$ 77 bilhões até 2020 se a presidenta Dilma Rousseff não vetar, ainda que parcialmente, a matéria aprovada na Câmara.
O governador do Rio, Sérgio Cabral, organizou hoje um encontro com as bancadas estadual e federal de deputados e senadores, além de secretários e autoridades de várias instâncias administrativas, jurídicas econômicas e sindicais. O objetivo foi delinear manifestação marcada para a próxima segunda-feira (26), no centro do Rio, para tentar sensibilizar Dilma a vetar a matéria.
“O Rio não se contrapõe à autonomia do Congresso Nacional, de legislar, decidir e estabelecer um novo marco regulatório e, ao mesmo tempo, redistribuir as receitas, em que pese o estado perder com isso. O Rio jamais deixará de respeitar aquilo que está estabelecido a partir do marco regulatório, que foi exatamente o espírito da mensagem do [ex] presidente Lula ao Congresso Nacional. Mas o presidente teve a preocupação de estabelecer um novo divisor a partir dos campos de petróleo que serão leiloados no Brasil. Jamais houve a intenção de invadir o já contratado”, disse Cabral.
O governador disse ter enviado mensagem à presidenta Dilma reiterando que o estado respeita aquilo que o Congresso decidiu para valer a partir dos próximos campos a serem explorados, mas não aceita a invasão do já contratado, seja do pós-sal, seja do pré-sal. Segundo ele, dos 92 municípios fluminenses, 87 recebem royalties e participação especial. “Com o novo marco regulatório, o estado do Rio perde a participação especial, que hoje representa 60% da receita do estado, mas isso faz parte do jogo democrático e cabe a nós respeitar”.
A prefeita do município de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho, fez um diagnóstico sombrio, já a partir de janeiro, se a nova lei dos royalties for sancionada como está. “Nós estamos falando na perda de royalties e de participação especial, mas existe um efeito cascata na nossa arrecadação. Na hora em que perdermos os royalties, todas as empresas que prestam serviços aos municípios e ao estado não terão como trabalhar e não terão como pagar os impostos. Também o comércio vai ficar enfraquecido, porque essas pessoas hoje empregadas, até em função das obras públicas, também estarão desempregadas e os comerciantes vão vender menos e pagar menos impostos”, disse Rosinha, que antecedeu Cabral no governo do estado.
O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que este ano concorreu à prefeitura da capital fluminense, também alertou para a fragilidade tributária com a perda repentina dos royalties, mas chamou a atenção para a má utilização do tributo por várias prefeituras nos últimos anos. Embora solidário à causa, ele disse que é preciso haver um debate sobre a qualidade dos investimentos advindos da receita do petróleo.
“A defesa do Rio deve estar acima de nossas divergências. A decisão do Congresso, além de inconstitucional, é injusta e inconsequente, mas faltou ao Rio mais transparência na aplicação dos royalties. O que a gente mais tem são cidades pobres de prefeitos ricos. É o ouro negro na caixa preta”, disse Freixo, que tem um projeto de lei tramitando desde 2010 na Assembleia Legislativa regulamentando a aplicação dos recursos e criando um conselho estadual de acompanhamento dos gastos dos royalties.
Uma eventual sanção presidencial na íntegra do Projeto de Lei 2565/11, aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 6, redistribuindo os recursos financeiros provenientes da exploração do petróleo, poderá afetar drasticamente a economia do estado do Rio e inviabilizar as finanças de dezenas de municípios que têm a maior parte de suas receitas baseada na arrecadação de royalties e de participação especial. Cálculos do governo do Rio divulgados ontem (22) indicam que o estado perderá R$ 77 bilhões até 2020 se a presidente Dilma Rousseff não vetar, ainda que parcialmente, a matéria aprovada na Câmara.
O governador do Rio, Sérgio Cabral, organizou hoje um encontro com as bancadas estadual e federal de deputados e senadores, além de secretários e autoridades de várias instâncias administrativas, jurídicas econômicas e sindicais. O objetivo foi delinear manifestação marcada para a próxima segunda-feira (26), no centro do Rio, para tentar sensibilizar Dilma a vetar a matéria.
“O Rio não se contrapõe à autonomia do Congresso Nacional, de legislar, decidir e estabelecer um novo marco regulatório e, ao mesmo tempo, redistribuir as receitas, em que pese o estado perder com isso. O Rio jamais deixará de respeitar aquilo que está estabelecido a partir do marco regulatório, que foi exatamente o espírito da mensagem do [ex] presidente Lula ao Congresso Nacional. Mas o presidente teve a preocupação de estabelecer um novo divisor a partir dos campos de petróleo que serão leiloados no Brasil. Jamais houve a intenção de invadir o já contratado”, disse Cabral.
O governador disse ter enviado mensagem à presidenta Dilma reiterando que o estado respeita aquilo que o Congresso decidiu para valer a partir dos próximos campos a serem explorados, mas não aceita a invasão do já contratado, seja do pós-sal, seja do pré-sal. Segundo ele, dos 92 municípios fluminenses, 87 recebem royalties e participação especial. “Com o novo marco regulatório, o estado do Rio perde a participação especial, que hoje representa 60% da receita do estado, mas isso faz parte do jogo democrático e cabe a nós respeitar”.
A prefeita do município de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho, fez um diagnóstico sombrio, já a partir de janeiro, se a nova lei dos royalties for sancionada como está. “Nós estamos falando na perda de royalties e de participação especial, mas existe um efeito cascata na nossa arrecadação. Na hora em que perdermos os royalties, todas as empresas que prestam serviços aos municípios e ao estado não terão como trabalhar e não terão como pagar os impostos. Também o comércio vai ficar enfraquecido, porque essas pessoas hoje empregadas, até em função das obras públicas, também estarão desempregadas e os comerciantes vão vender menos e pagar menos impostos”, disse Rosinha, que antecedeu Cabral no governo do estado.
O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que este ano concorreu à prefeitura da capital fluminense, também alertou para a fragilidade tributária com a perda repentina dos royalties, mas chamou a atenção para a má utilização do tributo por várias prefeituras nos últimos anos. Embora solidário à causa, ele disse que é preciso haver um debate sobre a qualidade dos investimentos advindos da receita do petróleo.
“A defesa do Rio deve estar acima de nossas divergências. A decisão do Congresso, além de inconstitucional, é injusta e inconsequente, mas faltou ao Rio mais transparência na aplicação dos royalties. O que a gente mais tem são cidades pobres de prefeitos ricos. É o ouro negro na caixa preta”, disse Freixo, que tem um projeto de lei tramitando desde 2010 na Assembleia Legislativa regulamentando a aplicação dos recursos e criando um conselho estadual de acompanhamento dos gastos dos royalties.
Fonte: Agência Brasil

domingo, 18 de novembro de 2012

IPGAP OIL & GAS & ENERGY NEWS - N° 108


I –  NOTÍCIAS

1- Com novas unidades, produção de biodiesel deve crescer 8% 
Com a concessão do selo Combustível Social a duas novas indústrias do Mato Grosso do Sul e do Rio Grande do Sul, a produção de biodiesel deve crescer 8% no próximo ano. Localizadas nas cidades de Três Lagoas (MS) e Canoas (RS), as unidades de produção receberam o selo do Ministério do Desenvolvimento Agrário e vão produzir 252 milhões de litros/ano e 324 milhões de litros/ano, respectivamente.
Serão beneficiadas 5,5 mil unidades de agricultura familiar e 18 cooperativas gaúchas e paranaenses. Agricultores de Santa Catarina, São Paulo e Goiás também serão beneficiados. O Selo Combustível Social garante condições especiais para as empresas produtoras de biodiesel, como a participação nos leilões do combustível da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 
15/11/12
Felipe Patury
Fonte: Revista Época 

2- Ibama aprova megaporto de R$ 3,5 bi no Sul da Bahia 
Um dos mais importantes e polêmicos projetos de infraestrutura portuária do país vai sair do papel. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deu sinal verde para a construção do Porto Sul, um megacomplexo portuário que será instalado em Ilhéus, no Sul da Bahia. Com investimentos estimados em R$ 3,5 bilhões e área total de 1,8 mil hectares, Porto Sul é defendido como empreendimento crucial para viabilizar o escoamento de minério do Sertão baiano, por ser o destino final da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), malha que está sendo construída pela estatal Valec.
A licença prévia concedida pelo Ibama, conforme apurou o Valor, contempla a construção de um terminal de uso privativo da empresa Bahia Mineração (Bamin) e de um terminal de uso público. As duas estruturas serão usadas para o transporte de minério de ferro, soja, etanol e fertilizantes, entre outros granéis sólidos.
Para liberar a licença, o Ibama impôs ao governo baiano e à Bamin o atendimento a 19 ações compensatórias, além da implantação de 34 programas ambientais. Entre as medidas condicionantes estão projetos como o tratamento de resíduos sólidos, o incentivo à atividade pesqueira, a proteção à fauna terrestre e até um programa de prevenção à exploração sexual na região. Parte das ações exigidas pelo licenciamento deverá ter início imediato, enquanto outros projetos serão realizados ao longo da construção do porto e, em alguns casos, durante sua operação. O início efetivo das obras depende agora da comprovação de atendimento às condicionantes. A licença tem dois anos de validade.
A previsão é que a construção de Porto Sul gere cerca de 2,6 mil empregos diretos no auge das obras. O prazo total estimado para conclusão do empreendimento é de 54 meses. A partir daí, a estrutura passará a ser operada por cerca de 1,7 mil funcionários.
Desenhado para movimentar cem milhões de toneladas por ano, Porto Sul contará com ponte de acesso marítimo, na qual a atracação será a 3,5 km da costa. O porto, estudado há décadas, nasce dentro do novo modelo de concessão portuária preparado pelo governo. O projeto foi alvo de acusações de ambientalistas, que enxergam riscos de degradação em uma área de apelo turístico, cercada por riquezas naturais. Para viabilizar o empreendimento e reduzir suas fragilidades ambientais, o governo mudou o local de instalação, de Ponta da Tulha para Aritaguá. 
André Borges
Fonte: Valor Econômico 

3- Para ´The Economist´, alta da gasolina é chave para Petrobras 
Reportagem da revista britânica ´The Economist´ desta semana traz uma análise da gestão de Graça Foster na presidência da Petrobras. A estatal, de acordo com a matéria, agora entende que precisa concentrar seus esforços na extração de petróleo, para só assim conseguir receita suficiente para criar empregos em refinarias e redes de distribuição de combustível. A ´Economist´ cita frases da executiva que nada lembram a postura populista de seu antecessor, José Sérgio Gabrielli. "A Petrobras não acredita que o desenvolvimento do país seja o seu foco de atuação. Nem todo projeto que é bom para o país será executado, pois nem todos são economicamente viáveis", afirmou.
Graça vem tentando implantar um choque de gestão, segundo a Economist, para que a empresa volte a dar resultados. Em agosto, a estatal anunciou seu primeiro prejuízo trimestral em treze anos. As mudanças, nas palavras da presidente, estão sendo feitas em quatro partes e já são conhecidas pelo mercado: venda de ativos no exterior; metas individuais de desempenho para cada plataforma e gestor; melhoria nos controles de custo; e manutenção aprimorada. A executiva contou que, até o final de 2012, cada funcionário receberá uma carta assinada por ela mostrando as metas de cortes de custo. 
O teste crucial para verificar se Graça está se submetendo ou não a desmandos políticos será o aumento do preço da gasolina, diz a Economist. Desde 2006, o governo federal vem impedindo a flutuação dos preços do combustível no país, a despeito das oscilações nas cotações internacionais, como forma de evitar um aumento maior da inflação. Por outro lado, a medida intervencionista tem afetado fortemente os resultados da empresa. Se Graça conseguir negociar com o Palácio do Planalto um aumento do preço da gasolina, será um sinal positivo de que o intervencionismo está sendo vencido, aponta a revista. 
Fonte: Portal Veja 

4- Transpetro e EAS chegam a um acordo sobre navios
A Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras, anuncia hoje que o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) vai retomar a construção de quatro dos 16 navios cujos contratos de compra e venda, no valor de R$ 5,3 bilhões, foram suspensos pela estatal há quase seis meses. O acordo demorou quase o dobro do tempo que se previa para sair, mas ainda falta resolver a situação de 12 embarcações em torno das quais há negociações em curso. No total, a Transpetro encomendou ao EAS 22 navios por R$ 7 bilhões.
Na avaliação de fontes próximas às negociações, foi o entendimento possível até o momento. E atende tanto aos interesses da Transpetro como do EAS. Com o acordo, o EAS passa a ter encomendas que garantem a ocupação da capacidade instalada do estaleiro até 2018, considerando-se também a construção de sete sondas de perfuração contratadas pela empresa Sete Brasil pelo valor total de US$ 5,2 bilhões.
Depois da suspensão dos 16 navios, em maio, o estaleiro viu sua carteira de petroleiros ser reduzida para apenas seis embarcações, que foram mantidas no EAS porque tinham projeto de construção assegurado com a coreana Samsung. Curiosamente, a saída da Samsung da sociedade do EAS, em março, foi determinante para a Transpetro suspender os contratos dos 16 navios.
Agora, a Transpetro aceitou a proposta do EAS de contratar mais quatro navios com a Samsung, uma opção que o estaleiro tinha na relação comercial com os coreanos. Considerando-se que do primeiro ao sexto navio, o projeto já era Samsung, EAS e Transpetro chegaram a um acordo em torno da construção de um pacote total de dez Suezmax.
O presidente da Transpetro, Sérgio Machado, considerou positivo o acordo, que, segundo ele, conclui a primeira parte da negociação com o EAS. De acordo com Machado, o acordo garante uma padronização nos projetos dos dez Suezmax. "Um ponto essencial [na construção dos navios] é garantir o projeto com acabamento avançado", afirmou. Ele disse que para os quatro Suezmax que estão sendo liberados agora o EAS cumpriu as três exigências feitas pela Transpetro: fechar acordo com parceiro internacional, apresentar plano de ação e um cronograma confiável de construção e entregar um projeto de engenharia que atendesse às especificações técnicas dos contratos. "Para os 12 navios restantes, estamos em processo de negociação. O estaleiro tem o parceiro tecnológico, mas falta definir quem vai fornecer os projetos dos navios", disse Machado.
A tendência é que o EAS contrate a japonesa IHI Marine United, divisão de construção naval e offshore da Ishikawajima-Harima Heavy Industries, para fornecer os projetos da 11º à 22º embarcação. Em junho, o EAS anunciou parceria técnica com a IHI. Na ocasião, o mercado interpretou que o acordo poderia ser o primeiro passo para os japoneses se tornarem sócios do EAS depois da saída da Samsung. Mas o Valor apurou que ainda não há decisão tomada pela IHI sobre o assunto.
Os japoneses tornaram-se peça-chave para a melhoria da produtividade do estaleiro, que, desde sua instalação, em 2007, enfrentou problemas de baixa produtividade, prejuízo de R$ 1,45 bilhão em 2011 e atrasos na construção de navios e de sondas de perfuração para a Petrobras. Nos navios da Transpetro, o atraso médio no cronograma de construção hoje seria de dois anos, segundo fontes do setor. Os atrasos levaram a Transpetro a multar o EAS, em maio.
Para transformar o estaleiro e melhorar os indicadores de produtividade, o EAS conta com 31 japoneses que estão trabalhando em suas instalações industriais, em Ipojuca, no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco. 
Machado disse que os dez Suezmax serão entregues até 2016, de acordo com o seguinte cronograma: duas unidades em 2013; três, em 2014; duas, em 2015; e duas, em 2016. A conta perfaz nove navios considerando-se que o primeiro da lista, o João Cândido, foi entregue em maio com atraso de dois anos e custo de R$ 363 milhões, considerando o valor do contrato mais 21% de correção monetária.
Fonte: Valor Econômico/Por Francisco Góes | Do Rio
Noticiário cotidiano - Indústria naval e Offshore

5- Petrobras contrata FPSO para Iracema Norte 
Ilustração TN Petróleo
A Petrobras informou  que, juntamente com a BG Group e Petrogal Brasil, e por meio de sua afiliada Tupi-BV, assinou carta de intenção com a Schahin Petróleo e Gás e a Modec para o afretamento do FPSO que será utilizado no projeto de desenvolvimento da produção da área de Iracema Norte, no bloco BM-S-11, no pré-sal da Bacia de Santos. O projeto contempla a interligação de 16 poços ao FPSO, sendo oito produtores e oito injetores. O início da produção está previsto para dezembro de 2015.
O FPSO (unidade flutuante que produz, armazena e transfere petróleo e gás) será instalado a 300 Km da costa brasileira, em profundidade de água de 2.234 metros. A plataforma terá capacidade de processamento de 150.000 bpd de petróleo e 8 milhões de m3/dia de gás natural. Será operada pelas empresas responsáveis pela construção e afretada ao consórcio pelo período de 20 anos. O cronograma do projeto prevê a entrega do FPSO após 35 meses da assinatura da carta de intenção.
O consórcio BM-S-11 é operado pela Petrobras (65%), em parceria com a BG E&P do Brasil Ltda. (25%) e a Petrogal Brasil S.A (10%). 
A Petrobras informou hoje (14) que, juntamente com a BG Group e Petrogal Brasil, e por meio de sua afiliada Tupi-BV, assinou carta de intenção com a Schahin Petróleo e Gás e a Modec para o afretamento do FPSO que será utilizado no projeto de desenvolvimento da produção da área de Iracema Norte, no bloco BM-S-11, no pré-sal da Bacia de Santos. O projeto contempla a interligação de 16 poços ao FPSO, sendo oito produtores e oito injetores. O início da produção está previsto para dezembro de 2015.
O FPSO (unidade flutuante que produz, armazena e transfere petróleo e gás) será instalado a 300 Km da costa brasileira, em profundidade de água de 2.234 metros. A plataforma terá capacidade de processamento de 150.000 bpd de petróleo e 8 milhões de m3/dia de gás natural. Será operada pelas empresas responsáveis pela construção e afretada ao consórcio pelo período de 20 anos. O cronograma do projeto prevê a entrega do FPSO após 35 meses da assinatura da carta de intenção. 
O consórcio BM-S-11 é operado pela Petrobras (65%), em parceria com a BG E&P do Brasil Ltda. (25%) e a Petrogal Brasil S.A (10%). 
Fonte: Agência Petrobras

6- Graça Foster é homenageada com a Medalha Pedro Ernesto
Graça Foster, presidente da Petrobras
Em cerimônia realizada  na Câmara do Municipal do Rio de Janeiro, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, recebeu a Medalha Pedro Ernesto, principal homenagem que o Rio de Janeiro presta às personalidades que mais se destacaram na sociedade brasileira em suas respectivas áreas de atuação.
A cerimônia contou com a participação da deputada federal Benedita da Silva, do deputado federal Luiz Sérgio, dos diretores da Petrobras José Miranda Formigli (Exploração e Produção), José Carlos Cosenza (Abastecimento) e José Antônio de Figueiredo (Engenharia, Tecnologia e Materiais); do presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e do presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto.
O vereador Reimont Luiz Otoni, autor da homenagem à presidente da Petrobras, abordou, em seu discurso, o sucesso profissional de Maria das Graças Silva Foster, lembrando que é fundamental registrar histórias de pessoas que, ao longo da vida, ultrapassaram barreiras e se tornaram um exemplo a ser seguido.
"Seu trabalho é de grande contribuição ao país, ao estado e à cidade do Rio de Janeiro. A senhora ocupou diversos cargos, tem sido incluída em importantes rankings internacionais. Condecorar a senhora é deixar registrado na história da cidade do Rio de Janeiro a luta de uma mulher pela construção de um Brasil soberano”, disse.
Representando as mulheres da Petrobras, a gerente executiva de Exploração e Produção - Serviços, Cristina Lucia Duarte Pinho, ressaltou a capacidade de liderança da presidente e os desafios que ainda virão. "São 32 anos de dedicação à Petrobras e ao Brasil, mas a presidente ainda tem grandes desafios nos próximos anos. Sua competência e, sobretudo, sua coragem nos dão certeza de que alcançaremos nossos objetivos".
Cristina Pinho também falou do amor que Graça Foster tem pela Petrobras. "Como mulher, lidera com confiança e resolução, mas também com muito carinho." E ressaltou a importância de uma mulher ter assumido a presidência da maior empresa brasileira. "As mulheres brasileiras hoje ocupam 26% dos ministérios, 18% das cadeiras do Tribunal Superior, 2% do Senado e 13% da Câmara dos Deputados. Hoje, 15% dos executivos das principais empresas do mundo são mulheres”.
Na Petrobras, concluiu Cristina Pinho, “nós representamos quase 16% da força de trabalho e 15% das atuais posições gerenciais. É uma mulher a presidente da quinta maior empresa de petróleo do mundo, indicada pela revista Forbes como uma das mulheres mais poderosas do planeta".
O chefe de gabinete da presidente, Jorge Salles Camargo Neto, listou características que julga importantes no caráter de Graça Foster e que considera fundamentais para comandar uma empresa do tamanho da Petrobras. "Nessa executiva de sucesso há uma mulher simples. Ela assumiu a presidência da Petrobras, mas continua sendo a mesma pessoa, não mudou em nada”. E ressaltou: “A presidente tem um grande coração quando se trata de ajudar as pessoas. Não admite injustiças”.
Tendo um histórico profissional muito próximo ao da presidente da Petrobras, com quem trabalha há mais de 20 anos, José Alcides Santoro, diretor de Gás e Energia, representou os diretores da empresa na homenagem feita pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
“Meu caminho se cruzou com o da Graça ainda na década de 80”, contou Alcides Santoro. “Foi lá que conheci essa engenheira de caráter firme e determinado, uma profissional que sempre demonstrou extrema competência. Como diretora, em pouco mais de quatro anos transformou a área de Gás e Energia da Petrobras. Como exemplo de suas realizações podemos citar a ampliação do parque de fertilizantes nitrogenados, produto fundamental para a área agrícola brasileira e o impulso da geração termelétrica”.
Após as homenagens, a presidente da Petrobras disse que, ao ouvir os discursos, lembrou de importantes momentos de sua vida profissional e pessoal. Graça Foster falou da emoção que teve ao entrar, pela primeira vez, na sede da Petrobras. “Naquela época eu queria aprender e estava muito ansiosa. Minha ansiedade tem como fundamento contribuir para o crescimento da Petrobras e do meu país. Isso é o que faço ainda hoje. Agir para vencer desafios e obstáculos. Sonhar e trabalhar para o sucesso da Petrobras”.
A presidente agradeceu as homenagens, afirmando que divide com os amigos de jornada a alegria e o orgulho de receber a medalha tão importante. “Pedro Ernesto fez muito pela nossa cidade. Quando prefeito foi pioneiro na concessão de subvenções às escolas de samba, alegrando os morros que conheceu ainda estudante ao participar de campanha de vacinação contra febre amarela”, disse. Graça dedicou a medalha às meninas de origem humilde. “Dedico essa medalha a todas as meninas das comunidades do Rio de Janeiro que sonham como eu com a transformação social de nosso país”.
Em cerimônia realizada terça-feira (12) na Câmara do Municipal do Rio de Janeiro, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, recebeu a Medalha Pedro Ernesto, principal homenagem que o Rio de Janeiro presta às personalidades que mais se destacaram na sociedade brasileira em suas respectivas áreas de atuação.
A cerimônia contou com a participação da deputada federal Benedita da Silva, do deputado federal Luiz Sérgio, dos diretores da Petrobras José Miranda Formigli (Exploração e Produção), José Carlos Cosenza (Abastecimento) e José Antônio de Figueiredo (Engenharia, Tecnologia e Materiais); do presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e do presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto.
O vereador Reimont Luiz Otoni, autor da homenagem à presidente da Petrobras, abordou, em seu discurso, o sucesso profissional de Maria das Graças Silva Foster, lembrando que é fundamental registrar histórias de pessoas que, ao longo da vida, ultrapassaram barreiras e se tornaram um exemplo a ser seguido.
"Seu trabalho é de grande contribuição ao país, ao estado e à cidade do Rio de Janeiro. A senhora ocupou diversos cargos, tem sido incluída em importantes rankings internacionais. Condecorar a senhora é deixar registrado na história da cidade do Rio de Janeiro a luta de uma mulher pela construção de um Brasil soberano”, disse.
Representando as mulheres da Petrobras, a gerente executiva de Exploração e Produção - Serviços, Cristina Lucia Duarte Pinho, ressaltou a capacidade de liderança da presidente e os desafios que ainda virão. "São 32 anos de dedicação à Petrobras e ao Brasil, mas a presidente ainda tem grandes desafios nos próximos anos. Sua competência e, sobretudo, sua coragem nos dão certeza de que alcançaremos nossos objetivos".
Cristina Pinho também falou do amor que Graça Foster tem pela Petrobras. "Como mulher, lidera com confiança e resolução, mas também com muito carinho." E ressaltou a importância de uma mulher ter assumido a presidência da maior empresa brasileira. "As mulheres brasileiras hoje ocupam 26% dos ministérios, 18% das cadeiras do Tribunal Superior, 2% do Senado e 13% da Câmara dos Deputados. Hoje, 15% dos executivos das principais empresas do mundo são mulheres”.
Na Petrobras, concluiu Cristina Pinho, “nós representamos quase 16% da força de trabalho e 15% das atuais posições gerenciais. É uma mulher a presidente da quinta maior empresa de petróleo do mundo, indicada pela revista Forbes como uma das mulheres mais poderosas do planeta".
O chefe de gabinete da presidente, Jorge Salles Camargo Neto, listou características que julga importantes no caráter de Graça Foster e que considera fundamentais para comandar uma empresa do tamanho da Petrobras. "Nessa executiva de sucesso há uma mulher simples. Ela assumiu a presidência da Petrobras, mas continua sendo a mesma pessoa, não mudou em nada”. E ressaltou: “A presidente tem um grande coração quando se trata de ajudar as pessoas. Não admite injustiças”.
Tendo um histórico profissional muito próximo ao da presidente da Petrobras, com quem trabalha há mais de 20 anos, José Alcides Santoro, diretor de Gás e Energia, representou os diretores da empresa na homenagem feita pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
“Meu caminho se cruzou com o da Graça ainda na década de 80”, contou Alcides Santoro. “Foi lá que conheci essa engenheira de caráter firme e determinado, uma profissional que sempre demonstrou extrema competência. Como diretora, em pouco mais de quatro anos transformou a área de Gás e Energia da Petrobras. Como exemplo de suas realizações podemos citar a ampliação do parque de fertilizantes nitrogenados, produto fundamental para a área agrícola brasileira e o impulso da geração termelétrica”.
Após as homenagens, a presidente da Petrobras disse que, ao ouvir os discursos, lembrou de importantes momentos de sua vida profissional e pessoal. Graça Foster falou da emoção que teve ao entrar, pela primeira vez, na sede da Petrobras. “Naquela época eu queria aprender e estava muito ansiosa. Minha ansiedade tem como fundamento contribuir para o crescimento da Petrobras e do meu país. Isso é o que faço ainda hoje. Agir para vencer desafios e obstáculos. Sonhar e trabalhar para o sucesso da Petrobras”.
A presidente agradeceu as homenagens, afirmando que divide com os amigos de jornada a alegria e o orgulho de receber a medalha tão importante. “Pedro Ernesto fez muito pela nossa cidade. Quando prefeito foi pioneiro na concessão de subvenções às escolas de samba, alegrando os morros que conheceu ainda estudante ao participar de campanha de vacinação contra febre amarela”, disse. Graça dedicou a medalha às meninas de origem humilde. “Dedico essa medalha a todas as meninas das comunidades do Rio de Janeiro que sonham como eu com a transformação social de nosso país”.
Fonte: Agência Petrobras


II –  COMENTÁRIOS

1- A hora da retomada 
A década de 2000 testemunhou um impressionante avanço do setor sucroenergético no Brasil. Embalado pelos bons fundamentos de mercado, sobretudo para o etanol, o setor cresceu a uma média de 10% ao ano até a safra 2008/2009.
O Mato Grosso do Sul soube aproveitar esse momento. Nosso setor, que havia levado quase trinta anos para atingir a marca de 10 milhões de toneladas, viu sua produção triplicar a partir de 2005. É justo dizer que não foram as nossas boas terras que levaram a isso. Tivemos e temos ambiente. Um governo estadual que entendeu a industrialização como vetor de desenvolvimento para o Estado, uma classe de produtores rurais tecnificada e empreendedora que viu na cana-de-açúcar uma oportunidade de diversificação. E, claro, uma FIEMS que tem sido fundamental no apoio à qualificação, evitando um "apagão" de colaboradores, uma necessidade premente no nosso setor.
E aí veio um problema. A crise econômica de 2008 afetou diretamente a oferta de recursos e indiretamente o preço das commodities, sacrificando assim os tratos culturais, renovação de canaviais e sobretudo a implementação de novos projetos. Em seguida, três safras consecutivas com problemas climáticos, entre outros que afetaram ainda mais a produção. O resultado disso é que o crescimento não só arrefeceu como, na safra passada houve involução do canavial, o que não ocorria desde 1999. Aqui no MS, ainda crescemos algo, fruto da inércia desse movimento de crescimento que começou cinco anos depois do resto do Brasil.
E hoje o País vive uma situação difícil de entender. No caso do etanol, temos um mercado potencial que cresce em um ritmo inédito. E ainda assim a participação do nosso combustível renovável - que já foi de 50% desse mercado - caiu a 36% nesse universo ainda maior. Ainda no etanol, os Estados Unidos abriram uma avenida de mercado para o produto brasileiro, à medida que o reconheceram como mais eficiente que o de milho no que tange a questões ambientais e eliminaram as tarifas de importação. 
A bioeletricidade é outro produto que tem um mercado ávido. Podemos dar a resposta que o Brasil precisa de forma mais rápida, mais barata e mais eficiente, já que as unidades produtoras ficam mais próximas dos grandes centros de consumo, reduzindo de forma significativa os custos de transmissão. São três Belo Monte adormecidas nos canaviais. E novamente o MS é um exemplo disso, com um parque moderno, já exportamos para o Sistema Interligado Nacional quase o equivalente a todo o consumo residencial de todo o Estado. 
O açúcar, uma commodity consolidada que permite às unidades planejamentos de longo prazo é outro produto que tem uma grande importância para o setor e para o Brasil, pelo importante papel que desempenha na nossa balança comercial (foi o segundo lugar na balança do MS no ano passado). E frequentemente tem sido vilanizado, por conta de uma visão distorcida de que que é por conta do aumento de sua produção que se fabrica menos etanol. Na verdade, a possibilidade de escolha das unidades com relação à mix de produção não é tão grande assim, podendo variar menos de 10%.
Ponto pacífico que os nossos mercados estão em expansão e/ou não atendidos , existe área ? Sim, e muita. Só no Mato Grosso do Sul existem 8 milhões de hectares em pastagens sub-aproveitadas. Isso é pouco menos de TODA a área de cana do Brasil. E essa oferta de terras se repete em outros estados. O mais importante disso é que existe potencial não só para a cana, mas para que outras culturas cresçam também. Nada de monocultura ou de prevalecência de uma atividade sobre outras.
Finalmente, o impasse. Dentro de um contexto tão favorável para o crescimento dessa atividade que traz desenvolvimento descentralizado, com municípios do interior vicejando de desenvolvimento. Que melhora o ambiente, no campo e nas cidades, que coloca o Brasil num posto de destaque no que tange às ditas economias verdes, nada tem ocorrido.
Para converter em realidade todo esse potencial seriam necessárias 120 novas unidades no Brasil até 2020. Só duas serão inauguradas na safra 2012/2013, por sinal aqui no MS.
A resposta para essa questão passa pela competitividade do nosso etanol. Como atrair investimentos pesados como são os requeridos pela nossa indústria num contexto em que o nosso principal concorrente, a gasolina, tem preços artificialmente mantidos abaixo do seu custo ?
E faço um ressalto, o setor sucroenergético NÃO advoga pelo aumento da gasolina, só pede que tenha tratamento semelhante. E não pede de graça. Oferece em troca investimento e desenvolvimento. 
Claro que temos sempre que olhar para dentro. E temos desafios importante no que tange à incorporação de novas tecnologias e aumento do investimento em pesquisa para aumentar essa competitividade. Já somos um exemplo disso e continuaremos sendo, cada vez mais.
Ainda no que tange ao que não nos cabe decidir ou resolver, é importante a implementação de políticas públicas de longo prazo, que definam o papel do etanol em nossa matriz energética. 
Estamos em um bom caminho. O Governo Federal mostrou sensibilidade ao problema e estabeleceu um canal de discussão com o setor, que tem levado suas propostas para o devido debate.
Vivemos, enfim, um momento fundamental na história do setor sucroenergético brasileiro. 
Roberto Hollanda Filho
Presidente da Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul - Biosul

2- EUA vão liderar produção mundial de petróleo 
Os Estados Unidos vão superar a Arábia Saudita e se tornarão os maiores produtores de petróleo até aproximadamente 2017, e exportadores líquidos até 2030, informa a Agência Internacional de Energia (AIE).
Este aumento da produção, associado a novas políticas destinadas a melhorar a eficiência na área energética, tornará os EUA "praticamente autossuficientes" para atender às suas necessidades de energia em cerca de duas décadas - numa "drástica reviravolta das tendências atuais" nos países mais desenvolvidos, mostra novo relatório divulgado pela AIE.
"Os alicerces dos sistemas globais de produção de energia estão mudando", afirmou em entrevista, antes da divulgação do documento, Fatih Birol, principal economista da organização com sede em Paris que elabora a publicação anual "Perspectiva Mundial de Energia". A AIE previra anteriormente que a Arábia Saudita se tornaria líder em produção até 2035.
O relatório também previu que a demanda global de energia cresceria de 35% a 46% de 2010 a 2035, dependendo da entrada em vigor das políticas propostas. A maior parte desse crescimento virá da China, Índia e Oriente Médio, onde os consumidores estão aumentando rapidamente. As consequências têm "enorme potencial" para os mercados globais de energia e comércio, informou o relatório.
Birol observou, por exemplo, que o petróleo do Oriente Médio, outrora destinado aos EUA, provavelmente seria enviado para a China. O carvão mineral nos EUA, cuja demanda está em declínio no mercado interno, já caminha rumo à Europa e à China.
Há vários componentes desta repentina mudança de rumo da oferta energética mundial, mas o principal é o reativação da produção de petróleo e gás nos EUA, particularmente pelo fato de terem sido encontradas novas reservas de petróleo e gás. A ampla adoção de técnicas, como fragmentação hidráulica e perfuração horizontal, tornou essas reservas muito mais acessíveis, e, no caso do gás, resultou num imenso excedente que provocou a queda violenta dos preços.
O relatório prevê que os EUA vão superar a Rússia, tornando-se os maiores produtores de gás em 2015. As afirmações categóricas e as previsões específicas da AIE conferem um peso maior às tendências que no ano passado se tornaram mais claras. "Essa conclusão impressionante confirma grande parte das recentes projeções", disse Michael A. Levi, pesquisador sênior em energia e meio ambiente para o Conselho de Relações Exteriores.
´Boa notícia´. Criada em 1974, depois da crise do petróleo, por um grupo de nações importadoras de petróleo, inclusive os EUA, a AIE monitora e analisa as tendências com a finalidade de garantir uma oferta confiável e sustentável.
Segundo Levi, o relatório da AIE é uma "boa notícia" para os EUA, pois destaca as novas fontes de energia. Mas recomendou cautela, pois ser autossuficiente não significa evitar a gangorra dos preços, estabelecidos pelos mercados globais. Além disso, observou, a projeção da AIE em relação à autossuficiência dos EUA pressupõe que o país aumentará o número de quilômetros rodados por litro de gasolina nos carros e a eficiência da energia nas casas. 
Segundo Birol, a previsão da AIE de um aumento da autossuficiência dos EUA foi de 55%, refletindo um crescimento da produção petrolífera, e 45% como reflexo da melhoria da eficiência energética, fundamentalmente por causa das novas normas de economia de combustível para carro do governo Obama. E acrescentou que serão necessárias medidas mais rigorosas para promover a eficiência da energia nos EUA e em muitos outros países.
O relatório afirma que vários outros fatores também poderão ter consideráveis efeitos nos mercados mundiais nos próximos anos. Entre eles, a recuperação da indústria petrolífera iraquiana, o que permitirá aumentar a oferta, e a decisão de alguns países, como Alemanha e Japão, de abandonar a energia nuclear após o desastre de Fukushima.
As novas fontes de energia ajudarão a economia americana, disse Birol, fornecendo energia barata ao mundo. A AIE estima que os preços da eletricidade serão cerca de 50% mais baratos nos EUA que na Europa, em grande parte por causa de um aumento do número de usinas a gás natural barato, o que poderia ajudar a indústria e os consumidores.
Mas a mensagem tem um significado mais grave para o planeta, em termos das mudanças climáticas. Embora o gás natural seja frequentemente enaltecido por produzir emissões de carbono relativamente baixas comparadas ao petróleo ou ao carvão, o novo mercado global de energia poderá favorecer a produção de níveis perigosos de aquecimento.
A redução da dependência dos EUA do carvão significará somente que o carvão irá para outros países, aponta o relatório. E o uso de carvão, agora o combustível mais poluente, continuará aumentando em outros locais do planeta. A demanda de carvão da China chegará ao pico em 2020, e permanecerá estável até 2035, prevê o documento, enquanto em 2025 a Índia ultrapassará os EUA como segunda maior consumidora de carvão.
O relatório adverte que somente um terço das reservas comprovadas de combustíveis fósseis deveria ser utilizado até 2050, a fim de limitar o aquecimento global em 2 graus Celsius, como muitos cientistas recomendam. Mas essa restrição é improvável sem um tratado compulsório até 2017, que exija que os países limitem o aumento das suas emissões, concluiu Birol. 
Elisabeth Rosenthal
Fonte: O Estado de S. Paulo

3- Com desaceleração, importação deixa de atrair empresas 
A importação não está mais atraindo empresas. Desde 2005 a quantidade de importadoras aumentou ano a ano de forma significativa e ininterrupta. Neste ano o número de companhias importadoras ainda é maior que a do ano passado. Desde maio, porém, o aumento de empresas perdeu ritmo e a estimativa é de que a quantidade de importadores em 2012 fique praticamente estável em relação a 2011.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), até maio havia 32.307 empresas que importaram, ou seja, 603 importadoras a mais que os primeiros cinco meses do ano passado. A diferença do número de empresas veio caindo a cada mês e no acumulado até setembro foram registradas apenas 228 empresas importadoras a mais que o mesmo período de 2011. Isso, porém, dizem especialistas, reflete muito mais a desaceleração interna e não significa que o produtor doméstico esteja recuperando seu espaço ou tomando o lugar do fornecedor externo.
O câmbio estabilizado em nível próximo a R$ 2 também contribuiu com a perda de atração da importação, mas não conseguiu ainda fazer mais empresas aderirem à exportação.
Rodrigo Branco, economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), diz que o aumento de empresas exportadoras precisa acontecer por meio da diversificação de produtos vendidos ao exterior. Para isso, novas empresas precisam aderir à exportação, principalmente as de médio e pequeno porte, que também poderiam trazer produtos de maior valor agregado aos embarques. "A exportação é muito concentrada em alguns itens da pauta e, como resultado, também em número de empresas", argumenta o economista da Funcex.
Atualmente o minério de ferro, a soja e o petróleo, os três principais produtos embarcados pelo Brasil, respondem por 30,5% do valor exportado. De janeiro a setembro deste ano, apenas 240 empresas foram responsáveis por 78,1% dos valores embarcados. Esse grupo de empresas exportou acima de US$ 100 milhões.
José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), diz que o cenário atual, porém, não é muito propício para atrair empresas para a exportação. Embora o câmbio tenha ficado mais vantajoso, afirma ele, a desaceleração da demanda internacional e os sinais de recuperação lenta são desestimulantes.
No caso do Brasil, diz Castro, o efeito Argentina também faz diferença para as exportações brasileiras. As medidas de restrição às importações pelo governo da Argentina, inclusive para as de origem brasileira, contribuem para derrubar ainda mais a quantidade de empresas que exportam. O país vizinho muitas vezes é o principal destino das vendas ao exterior de algumas empresas em setores como têxtil ou calçados, por exemplo. De janeiro a setembro, os embarques para a Argentina caíram 20,2%, redução bem maior que a queda da média total, de 4,95%.
Para Branco, além do cenário internacional, os entraves burocráticas internos funcionam como empecilhos para ampliação do número de empresas que exportam. Para estimular os pequenos e médios a olhar para o mercado externo, defende, é preciso uma política de governo voltada para isso. "Há alguns programas nesse sentido, mas é preciso ter uma política mais ampla, persistente e de longo prazo nesse sentido", argumenta.
Em relação aos desembarques, diz Branco, a estabilização na quantidade de empresas que importam neste ano não significa, necessariamente, nova tendência. Mesmo que o dólar se mantenha perto dos R$ 2, estima o economista, o número de importadores pode voltar a crescer se houver aceleração da economia doméstica no próximo ano.
Nem mesmo um real mais desvalorizado em relação ao do ano passado, diz ele, desestimularia as importações no caso de reaquecimento do mercado doméstico. Além disso, como o cenário internacional continua com demanda fraca, o Brasil seria mais uma vez assediado com a superoferta de vários fornecedores estrangeiros.
De forma semelhante à exportação, a importação tem ficado cada vez mais concentrada entre as empresas. Das 38.743 empresas que fizeram importações de janeiro a setembro deste ano, 218 desembarcaram acima de US$ 100 milhões e responderam por 60,8% dos valores desembaraçados. Em 2000, eram 74 empresas que importavam acima de US$ 100 milhões e foram responsáveis por uma fatia de 43,7% do valor total desembarcado de janeiro a setembro. 
Marta Watanabe
Fonte: Valor Econômico

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

IPGAP OIL & GAS & ENERGY NEWS - N° 107


I –  NOTÍCIAS

1- Petrobras – Bacia de Campos (RJ) deverá retomar boa produtividade em 2013 
Segundo o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Formigli, a produção de petróleo na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, deverá retornar a melhores patamares no ano que vem. Neste ano a Petrobras registrou queda de produtividade no terceiro trimestre o que decepcionou os acionistas da empresa e os analistas do mercado financeiro.
Segundo Formigli, a exploração no local deve retomar os níveis anteriores ao longo do ano de 2013. A ANP, Agência Nacional do Petróleo, publicou um balanço que aponta que as plataformas de produção de petróleo da Bacia de Campos obtiveram uma queda de 200 mil barris por dia desde janeiro de 2012 até o mês de agosto.
A recuperação da produção na região se deverá, segundo o diretor de produção da Petrobras, em virtude da melhoria da eficiência operacional do complexo e da entrada em operação de novos poços de exploração. A queda na produção teria sido causada por um declínio natural de produtividade dos poços.
Deverá entrar em operação em 2013 as plataformas P-63, P-61, P-55 e P-58. Juntas elas poderão alcançar uma produtividade, em seu pico, de mais de 400 mil barris de petróleo por dia.
Hoje, o pré-sal responde por cerca de 10% do total do que é produzido pela Petrobras. Isso corresponde a um total médio de 205 mil barris de petróleo por dia.
Fonte: NE10/Matheus Camargo
Noticiário cotidiano - Indústria naval e Offshore

2- Comércio global de combustíveis deve aumentar com novas refinarias  
Os volumes globais de comércio de combustíveis como o diesel devem crescer em detrimento da venda de petróleo bruto, com produtores construindo a próxima geração de refinarias em seu próprio solo.
Enquanto os produtores de petróleo do Oriente Médio têm investido no aumento da capacidade de refino, margens estreitas forçaram o fechamento de unidades na Europa e nos Estados Unidos, levando a grandes mudanças no mercado global de petróleo local.
"Nós vemos grandes mudanças nos fluxos de comércio. É realmente um novo mapa do petróleo", disse o chefe do setor de petróleo e divisão de mercados Antoine Halff, da Agência Internacional de Energia.
"Assim como o comércio de petróleo deverá cair, o volume de derivados deve aumentar", acrescentou, na Conferência Global de Energia em Genebra.
Duas das grandes mudanças que ele descreveu serão a redução das exportações do Oriente Médio e a queda das importações de petróleo dos EUA, com os investimentos pesados em óleo e gás de xisto para reduzir sua dependência das importações de petróleo estrangeiro.
Os volumes de petróleo negociados globalmente devem diminuir em cerca de 1,6 milhão de barris por dia (bpd), antes os níveis de 2011, para abaixo de 33 milhões de bpd em 2017, de acordo com a Halff. Ele não deu um número para o aumento do fluxo de derivados no mesmo período.
"Eu acho que é uma tendência e que os produtores estão procurando agregar valor às sua exportações com o refino, já que o petróleo bruto tem valor relativamente baixo e os derivados têm alto valor", disse David Fyfe, diretor global de pesquisa de mercado e análise da trading Gunvor. 
Emma Farge
Fonte: Reuters

3- OSX prevê concluir obras do estaleiro do Açu em meados de 2014  
O presidente da OSX, Carlos Bellot, disse, em teleconferência com analistas, que as obras do estaleiro do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense, estarão concluídas em meados de 2014. Ele informou que o cronograma está mantido e a unidade vai começar a operar parcialmente, no primeiro trimestre de 2013, com a construção de um navio de apoio às atividades das plataformas de petróleo para a empresa Sapura.
"Será a primeira embarcação a ser entregue pelo estaleiro", disse Bellot. O OSX é controlado pelo EBX, de Eike Batista. O projeto do navio da Sapura está em fase de detalhamento de engenharia. Hoje, segundo o executivo, o estaleiro da OSX está com 30% de avanço físico nas obras.
Bellot disse que a OSX atualizou o custo de construção do estaleiro para cerca de R$ 4,8 bilhões em função do redimensionamento do projeto, de custos setoriais e de variação cambial. O executivo acrescentou que a OSX passou a incluir a Petrobras em sua base de clientes a partir da assinatura do contrato para a integração de duas plataformas de produção para a estatal. Ele afirmou que a alta direção da Petrobras esteve recentemente no Açu visitando o estaleiro.
Fundo da Marinha Mercante
O diretor financeiro da OSX, João Borges, disse que a empresa tem projetos priorizados junto ao conselho diretor do Fundo da Marinha Mercante (FMM) de R$ 4,2 bilhões. O FMM é a fonte de financiamento de longo prazo para o setor de construção naval e offshore no Brasil.
Borges disse que os recursos tem prazo de carência de quatro anos, período de amortização de 20 anos e a taxa média de juros prevista é de US$ 3,38% ao ano.
Novos contratos
O presidente da OSX disse que a empresa negocia dez novos contratos potenciais de embarcações a serem construídas no estaleiro do Açu. Mas reconheceu: "Seria muito otimismo acreditar que teria sucesso em todas as frentes [de negociação] abertas".
Bellot disse que a empresa continua a negociar várias oportunidades de embarcações a serem construídas, algumas com possibilidade de incluir contratos de leasing (aluguel). O executivo não falou em nomes de clientes e não comentou as negociações mencionadas pelo mercado sobre uma eventual parceria entre a OSX e a empresa operadora de sondas de perfuração Ocean Rig.
Bellot disse que a OSX recebeu convite da Petrobras para oferecer proposta para construir dois FPSOs, plataformas que produzem, estocam e escoam petróleo, para a cessão onerosa do pré-sal. O prazo da Petrobras para receber as propostas, segundo ele, é dezembro de 2012. 
Francisco Góes
Fonte: Valor Online

4- Queiroz Galvão prevê perfurar mais poços em Carcará
O diretor-presidente da Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), Lincoln Guardado, afirmou há pouco que a companhia prevê perfurar mais poços no prospecto de Carcará, no bloco BM-S-8, na Bacia de Santos, em 2013 e 2014. Ele, no entanto, informou que a quantidade de poços e o respectivo investimento ainda serão definidos.
“Os testes que estão sendo preparados vão nos orientar sobre a decisão de quais serão nossas necessidades de perfuração”, disse Guardado, que participa de teleconferência com analistas financeiros.
O executivo explicou que, por ser especial, com resultados muito positivos, o primeiro poço em Carcará levou mais tempo para ter a perfuração concluída. Ele acredita que as novas perfurações terão um prazo médio “normal”, de seis meses.
O executivo acrescentou ainda que a empresa e os demais sócios no bloco BM-S-8 estão “muito otimistas com a produtividade que está prevista na região, com base nas características do reservatório”.
Ele destacou, no entanto, que o volume de recursos em Carcará não será da magnitude de Tupi. “Também estamos muito curiosos em relação ao tamanho de Carcará. Estamos buscando uma taxa entre um mínimo e um máximo”.
A QGEP tem 10% de participação no BM-S-8. Os demais sócios são Petrobras (66%), Petrogal Brasil (14%) e Barra Energia (10%).
O diretor-presidente da Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), Lincoln Guardado, afirmou há pouco que a companhia prevê perfurar mais poços no prospecto de Carcará, no bloco BM-S-8, na Bacia de Santos, em 2013 e 2014. Ele, no entanto, informou que a quantidade de poços e o respectivo investimento ainda serão definidos.
“Os testes que estão sendo preparados vão nos orientar sobre a decisão de quais serão nossas necessidades de perfuração”, disse Guardado, que participa de teleconferência com analistas financeiros.
O executivo explicou que, por ser especial, com resultados muito positivos, o primeiro poço em Carcará levou mais tempo para ter a perfuração concluída. Ele acredita que as novas perfurações terão um prazo médio “normal”, de seis meses. O executivo acrescentou ainda que a empresa e os demais sócios no bloco BM-S-8 estão “muito otimistas com a produtividade que está prevista na região, com base nas características do reservatório”.
Ele destacou, no entanto, que o volume de recursos em Carcará não será da magnitude de Tupi. “Também estamos muito curiosos em relação ao tamanho de Carcará. Estamos buscando uma taxa entre um mínimo e um máximo”. A QGEP tem 10% de participação no BM-S-8. Os demais sócios são Petrobras (66%), Petrogal Brasil (14%) e Barra Energia (10%).
Fonte: Redação TN Petróleo

5- Novos poços fazem pré-sal bater novo recorde de produção 
FPSO Cidade de Anchieta produzindo em Baleia Azul
Três novos poços entraram em produção em reservatórios do pré-sal no campo de Baleia Azul, operado pela Petrobras. Um deles já está entre os 30 maiores produtores, com uma média de produção de 15,6 Mboe/d. Dentre os 13 poços produtores do pré-sal, 8 figuram nessa lista. Os outros 10 poços estão localizadas nos campos de Jubarte (1), Lula (5), Caratinga e Barracuda (1) Marlim Leste (1), Marlim e Voador (1) e Barracuda (1).
Com isso, a produção média nesses reservatórios, atualmente conhecidos como a "menina dos olhos" de empresas brasileiras e estrangeiras, registrou um novo recorde, com 182,6 Mbbl/d de petróleo e 5,9 MMm3/d de gás natural, totalizando 220,1 Mboe/d, que corresponde a um aumento de 8,3% em relação ao mês passado. É o terceiro mês consecutivo que essa produção média fica acima de 200 mil barris de óleo equivalente por dia.
A produção média de gás natural no Brasil foi de aproximadamente 71,7 MMm3/d, um aumento de aproximadamente 9,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. O maior produtor foi o campo de Manati, na Bacia de Camamu (litoral da Bahia), com uma produção média de 6,7 MMm3/d. O aproveitamento de gás natural na fase de produção foi de 94%.
A produção média de petróleo no Brasil em setembro foi de aproximadamente 1.924 Mbbl/d, uma queda de 4% se comparada ao mês anterior. O campo de Marlim Sul, na bacia de Campos, foi o que mais produziu petróleo e o segundo maior produtor de gás natural, com média de 318,1 Mboe/d.
Aproximadamente 89,9% da produção de petróleo e 76% da de gás natural foram explotados de campos marítimos. Cerca de 93,7% da produção de petróleo e gás natural são provenientes de campos operados pela Petrobras. Dentre os 20 maiores campos produtores de petróleo e gás natural, 2 são operados por empresas estrangeiras: Statoil (Peregrino) e Shel (Ostra). O campo de Baleia Azul, que iniciou a produção neste mês, teve média de aproximadamente 23,6 Mboe/d.
A produção de petróleo e gás natural em setembro foi oriunda de 9.059 poços, sendo 778 marítimos e 8.281 terrestres. A plataforma P-56, no campo de Marlim Sul, foi a que mais produziu, com média de 144,4 Mboe/d. O grau API médio do petróleo produzido em setembro foi de aproximadamente 24,1º, sendo que 9% da produção é considerada de óleo leve (>= 31º API), 56% de óleo médio (>= 22º e <31º API) e 35% de óleo pesado (<22º API).
Três novos poços entraram em produção em reservatórios do pré-sal no campo de Baleia Azul, operado pela Petrobras. Um deles já está entre os 30 maiores produtores, com uma média de produção de 15,6 Mboe/d. Dentre os 13 poços produtores do pré-sal, 8 figuram nessa lista. Os outros 10 poços estão localizadas nos campos de Jubarte (1), Lula (5), Caratinga e Barracuda (1) Marlim Leste (1), Marlim e Voador (1) e Barracuda (1).
Com isso, a produção média nesses reservatórios, atualmente conhecidos como a "menina dos olhos" de empresas brasileiras e estrangeiras, registrou um novo recorde, com 182,6 Mbbl/d de petróleo e 5,9 MMm3/d de gás natural, totalizando 220,1 Mboe/d, que corresponde a um aumento de 8,3% em relação ao mês passado. É o terceiro mês consecutivo que essa produção média fica acima de 200 mil barris de óleo equivalente por dia.
A produção média de gás natural no Brasil foi de aproximadamente 71,7 MMm3/d, um aumento de aproximadamente 9,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. O maior produtor foi o campo de Manati, na Bacia de Camamu (litoral da Bahia), com uma produção média de 6,7 MMm3/d. O aproveitamento de gás natural na fase de produção foi de 94%.
A produção média de petróleo no Brasil em setembro foi de aproximadamente 1.924 Mbbl/d, uma queda de 4% se comparada ao mês anterior. O campo de Marlim Sul, na bacia de Campos, foi o que mais produziu petróleo e o segundo maior produtor de gás natural, com média de 318,1 Mboe/d.
Aproximadamente 89,9% da produção de petróleo e 76% da de gás natural foram explotados de campos marítimos. Cerca de 93,7% da produção de petróleo e gás natural são provenientes de campos operados pela Petrobras. Dentre os 20 maiores campos produtores de petróleo e gás natural, 2 são operados por empresas estrangeiras: Statoil (Peregrino) e Shel (Ostra). O campo de Baleia Azul, que iniciou a produção neste mês, teve média de aproximadamente 23,6 Mboe/d.
A produção de petróleo e gás natural em setembro foi oriunda de 9.059 poços, sendo 778 marítimos e 8.281 terrestres. A plataforma P-56, no campo de Marlim Sul, foi a que mais produziu, com média de 144,4 Mboe/d. O grau API médio do petróleo produzido em setembro foi de aproximadamente 24,1º, sendo que 9% da produção é considerada de óleo leve (>= 31º API), 56% de óleo médio (>= 22º e <31º API) e 35% de óleo pesado (<22º API).
Fonte: Redação TN Petróleo


II –  COMENTÁRIOS

1- A hora da retomada  
A década de 2000 testemunhou um impressionante avanço do setor sucroenergético no Brasil. Embalado pelos bons fundamentos de mercado, sobretudo para o etanol, o setor cresceu a uma média de 10% ao ano até a safra 2008/2009.
O Mato Grosso do Sul soube aproveitar esse momento. Nosso setor, que havia levado quase trinta anos para atingir a marca de 10 milhões de toneladas, viu sua produção triplicar a partir de 2005. É justo dizer que não foram as nossas boas terras que levaram a isso. Tivemos e temos ambiente. Um governo estadual que entendeu a industrialização como vetor de desenvolvimento para o Estado, uma classe de produtores rurais tecnificada e empreendedora que viu na cana-de-açúcar uma oportunidade de diversificação. E, claro, uma FIEMS que tem sido fundamental no apoio à qualificação, evitando um "apagão" de colaboradores, uma necessidade premente no nosso setor.
E aí veio um problema. A crise econômica de 2008 afetou diretamente a oferta de recursos e indiretamente o preço das commodities, sacrificando assim os tratos culturais, renovação de canaviais e sobretudo a implementação de novos projetos. Em seguida, três safras consecutivas com problemas climáticos, entre outros que afetaram ainda mais a produção. O resultado disso é que o crescimento não só arrefeceu como, na safra passada houve involução do canavial, o que não ocorria desde 1999. Aqui no MS, ainda crescemos algo, fruto da inércia desse movimento de crescimento que começou cinco anos depois do resto do Brasil.
E hoje o País vive uma situação difícil de entender. No caso do etanol, temos um mercado potencial que cresce em um ritmo inédito. E ainda assim a participação do nosso combustível renovável - que já foi de 50% desse mercado - caiu a 36% nesse universo ainda maior. Ainda no etanol, os Estados Unidos abriram uma avenida de mercado para o produto brasileiro, à medida que o reconheceram como mais eficiente que o de milho no que tange a questões ambientais e eliminaram as tarifas de importação. 
A bioeletricidade é outro produto que tem um mercado ávido. Podemos dar a resposta que o Brasil precisa de forma mais rápida, mais barata e mais eficiente, já que as unidades produtoras ficam mais próximas dos grandes centros de consumo, reduzindo de forma significativa os custos de transmissão. São três Belo Monte adormecidas nos canaviais. E novamente o MS é um exemplo disso, com um parque moderno, já exportamos para o Sistema Interligado Nacional quase o equivalente a todo o consumo residencial de todo o Estado. 
O açúcar, uma commodity consolidada que permite às unidades planejamentos de longo prazo é outro produto que tem uma grande importância para o setor e para o Brasil, pelo importante papel que desempenha na nossa balança comercial (foi o segundo lugar na balança do MS no ano passado). E frequentemente tem sido vilanizado, por conta de uma visão distorcida de que que é por conta do aumento de sua produção que se fabrica menos etanol. Na verdade, a possibilidade de escolha das unidades com relação à mix de produção não é tão grande assim, podendo variar menos de 10%.
Ponto pacífico que os nossos mercados estão em expansão e/ou não atendidos , existe área ? Sim, e muita. Só no Mato Grosso do Sul existem 8 milhões de hectares em pastagens sub-aproveitadas. Isso é pouco menos de TODA a área de cana do Brasil. E essa oferta de terras se repete em outros estados. O mais importante disso é que existe potencial não só para a cana, mas para que outras culturas cresçam também. Nada de monocultura ou de prevalecência de uma atividade sobre outras.
Finalmente, o impasse. Dentro de um contexto tão favorável para o crescimento dessa atividade que traz desenvolvimento descentralizado, com municípios do interior vicejando de desenvolvimento. Que melhora o ambiente, no campo e nas cidades, que coloca o Brasil num posto de destaque no que tange às ditas economias verdes, nada tem ocorrido.
Para converter em realidade todo esse potencial seriam necessárias 120 novas unidades no Brasil até 2020. Só duas serão inauguradas na safra 2012/2013, por sinal aqui no MS.
A resposta para essa questão passa pela competitividade do nosso etanol. Como atrair investimentos pesados como são os requeridos pela nossa indústria num contexto em que o nosso principal concorrente, a gasolina, tem preços artificialmente mantidos abaixo do seu custo ?
E faço um ressalto, o setor sucroenergético NÃO advoga pelo aumento da gasolina, só pede que tenha tratamento semelhante. E não pede de graça. Oferece em troca investimento e desenvolvimento. 
Claro que temos sempre que olhar para dentro. E temos desafios importante no que tange à incorporação de novas tecnologias e aumento do investimento em pesquisa para aumentar essa competitividade. Já somos um exemplo disso e continuaremos sendo, cada vez mais.
Ainda no que tange ao que não nos cabe decidir ou resolver, é importante a implementação de políticas públicas de longo prazo, que definam o papel do etanol em nossa matriz energética. 
Estamos em um bom caminho. O Governo Federal mostrou sensibilidade ao problema e estabeleceu um canal de discussão com o setor, que tem levado suas propostas para o devido debate.
Vivemos, enfim, um momento fundamental na história do setor sucroenergético brasileiro. 
Roberto Hollanda Filho 
Presidente da Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul - Biosul

2- Graça defende venda de ativo com baixa rentabilidade  
A Petrobras prosseguirá com seu plano de desinvestimentos, vendendo ativos com rentabilidade insatisfatória, neste e no próximo ano, reforçou ontem a presidente da companhia, Graça Foster. A medida é para que a empresa evite recorrer ao mercado financeiro, aumentando sua dívida. No Plano de Negócios 2012-2016, a Petrobras anunciou que pretende vender um total de US$ 14,8 bilhões em ativos, a maior parte ainda este ano e o restante em 2013.
"Estamos trabalhando para tirar da nossa carteira investimentos que não dão o mesmo retorno [financeiro de antes]", afirmou a executiva, em evento promovido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Na palestra ela disse que a Petrobras, que não está "acostumada à prática de vender ativos", precisa trabalhar sobre um modelo de redução de custos operacionais. O último balanço da estatal, referente ao terceiro trimestre, divulgado na sexta-feira, indicou que a alavancagem da empresa, medida pelo índice de dívida líquida/Ebitda, está em 2,42 vezes. Na avaliação de Graça, o indicador poderá chegar a 2,5 vezes, patamar considerado "seguro" para o porte da empresa.
"A companhia precisa ter um nível de endividamento na faixa dos 2,5 [vezes] para que possamos trabalhar com muita segurança", afirmou a executiva. "Quando falamos em corte de custos, nos referimos a custos operacionais. Não vamos mexer em pessoal. Os concursos continuarão a ser feitos", frisou.
Graça também disse que possíveis perdas com a defasagem de preços dos combustíveis poderão ser recuperadas no futuro. Essa defasagem permanece com relação ao mercado externo mesmo depois dos reajustes de junho (7,83% para a gasolina e 3,94% para o diesel) e julho - mais 6% para o diesel.
"Somos uma empresa de investimentos de médio prazo. Hoje, existe defasagem entre os preços da gasolina e do diesel vendidos [ em comparação com] mercado externo. Mas no médio prazo vamos ganhar em volume e em preços e recuperar o que perdemos agora", afirmou Graça.
A executiva disse ainda que é "grande" a expectativa com a 11ª Rodada de Licitação de Blocos Exploratórios da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), prevista para maio de 2013. "Precisamos renovar poços e ativos. Está mais do que na hora de ter um leilão. Recebemos a notícia com satisfação e alívio", afirmou, acrescentando que a empresa vai participar da rodada. "Entraremos no leilão possivelmente com parceiros. É importante ter um parceiro para dividir riscos e prêmios", avaliou.
Graça estava no debate no mesmo momento em que era realizada a entrevista coletiva de apresentação dos resultados do trimestre na estatal. Não é hábito o presidente da empresa participar da entrevista. Ela estava na relativa ao segundo trimestre para acalmar o mercado, pois o prejuízo anunciado foi terceiro em 59 anos da história da Petrobras. 
Diogo Martins
Fonte: Valor Econômico 

3- Ompetro também espera veto de Dilma
A Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) tem a “expectativa”  de que a  presidenta Dilma Rousseff vete o projeto de redistribuição dos royalties do petróleo aprovado na terça (6) pela Câmara dos Deputados.
O presidente da Ompetro, Riverton Mussi, que também é prefeito de Macaé - um dos municípios do norte fluminense que mais se beneficiam com o pagamento dos royalties - disse que a entidade está unida à Associação Nacional dos Municípios Produtores (Anamup) e à Associação Brasileira de Municípios com Terminais Marítimos, Fluviais, Terrestres de Embarque e Desembarque de Petróleo e Gás Natural (Abramt) na luta pela manutenção dos royalties.
“Os municípios produtores do estado do Rio de Janeiro não abrem mão dos royalties provenientes dos campos do pós-sal e do pré-sal licitados. Já o pré-sal não licitado, que são as descobertas futuras, aceitamos rediscutir”, disse.
O presidente da Ompetro disse que no caso da presidenta vetar o projeto e a Câmara derrubar o veto, a entidade vai apoiar o governo do estado do Rio de Janeiro na decisão de ingressar com uma ação direta de inconstitucionalidade (ADIN) no Supremo Tribunal Federal (STF).
Mussi disse que os royalties servem para custear parte da demanda ocasionada pelo impacto da indústria petrolífera nas cidades onde há atividades exploratórias. “Sabemos o alto custo da manutenção da educação, da saúde e da necessidade constante da ampliação de serviços públicos, como no saneamento e nos projetos sociais, mas defendemos a manutenção da Lei dos Royalties nos contratos assinados, porque somos um município impactado com a demanda social decorrente da atividade de exploração e produção de petróleo. Os royalties ajudam a suprir parte da demanda e, por isto, o governador do Rio também está empenhado”.
Hoje, os royalties representam cerca de 40% do orçamento do município de Macaé. O prefeito diz que, por ser a sede da Petrobras na Bacia de Campos e ser o município que concentra toda a logística de trabalho para as plataformas, Macaé é a cidade mais impactada pelos problemas trazidos pela indústria do petróleo.
A população da cidade, que era 30 mil no final da década de 70, hoje chega aos 200 mil habitantes. “Milhares de trabalhadores vieram para a cidade em busca de emprego. Por consequência, os investimentos em educação, saúde, saneamento e infraestrutura cresceram ainda mais e só foram possíveis graças aos royalties”.
Estimativas da própria prefeitura indicam que a receita municipal proveniente dos royalties, hoje da ordem de R$ 450 milhões por ano, cairia para apenas R$ 100 milhões já no próximo ano com a vigência na nova lei.
A Ompetro é composta também pelos municípios de Arraial do Cabo, Armação de Búzios, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Carapebus, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Quissamã, São João da Barra e Niterói.
A Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) tem a “expectativa”  de que a  presidenta Dilma Rousseff vete o projeto de redistribuição dos royalties do petróleo aprovado na terça (6) pela Câmara dos Deputados.
O presidente da Ompetro, Riverton Mussi, que também é prefeito de Macaé - um dos municípios do norte fluminense que mais se beneficiam com o pagamento dos royalties - disse que a entidade está unida à Associação Nacional dos Municípios Produtores (Anamup) e à Associação Brasileira de Municípios com Terminais Marítimos, Fluviais, Terrestres de Embarque e Desembarque de Petróleo e Gás Natural (Abramt) na luta pela manutenção dos royalties.
“Os municípios produtores do estado do Rio de Janeiro não abrem mão dos royalties provenientes dos campos do pós-sal e do pré-sal licitados. Já o pré-sal não licitado, que são as descobertas futuras, aceitamos rediscutir”, disse.
O presidente da Ompetro disse que no caso da presidenta vetar o projeto e a Câmara derrubar o veto, a entidade vai apoiar o governo do estado do Rio de Janeiro na decisão de ingressar com uma ação direta de inconstitucionalidade (ADIN) no Supremo Tribunal Federal (STF).
Mussi disse que os royalties servem para custear parte da demanda ocasionada pelo impacto da indústria petrolífera nas cidades onde há atividades exploratórias. “Sabemos o alto custo da manutenção da educação, da saúde e da necessidade constante da ampliação de serviços públicos, como no saneamento e nos projetos sociais, mas defendemos a manutenção da Lei dos Royalties nos contratos assinados, porque somos um município impactado com a demanda social decorrente da atividade de exploração e produção de petróleo. Os royalties ajudam a suprir parte da demanda e, por isto, o governador do Rio também está empenhado”.
Hoje, os royalties representam cerca de 40% do orçamento do município de Macaé. O prefeito diz que, por ser a sede da Petrobras na Bacia de Campos e ser o município que concentra toda a logística de trabalho para as plataformas, Macaé é a cidade mais impactada pelos problemas trazidos pela indústria do petróleo.
A população da cidade, que era 30 mil no final da década de 70, hoje chega aos 200 mil habitantes. “Milhares de trabalhadores vieram para a cidade em busca de emprego. Por consequência, os investimentos em educação, saúde, saneamento e infraestrutura cresceram ainda mais e só foram possíveis graças aos royalties”.
Estimativas da própria prefeitura indicam que a receita municipal proveniente dos royalties, hoje da ordem de R$ 450 milhões por ano, cairia para apenas R$ 100 milhões já no próximo ano com a vigência na nova lei.
A Ompetro é composta também pelos municípios de Arraial do Cabo, Armação de Búzios, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Carapebus, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Quissamã, São João da Barra e Niterói.
Fonte: Agência Brasil